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Isenção do IR: entenda como fica para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil

Isenção do IR: entenda como fica para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil

Proposta que será enviada pelo governo federal ao Congresso isenta quem ganha até R$ 5 mil ao mês e há redução do tributo para quem recebe até R$ 7 mil

Publicado em 18 de março de 2025 às 16:14

Imposto de renda, dinheiro, restituição
Proposta prevê isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil 

governo federal apresentou nesta terça-feira (18) o Projeto de Lei que isenta do pagamento do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. A medida foi enviada ao Congresso e, se aprovada, será válida a partir de 2026.

A proposta enviada ao Congresso, na prática, beneficia quem tem ganhos de até R$ 7 mil ao mês, com escadas de redução parcial do imposto para ganhos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. 

Já para quem recebe acima de R$ 7 mil as alíquotas progressivas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5% permanecem conforme é hoje em dia, sem aumento.

A redução na prática

O governo federal preparou uma tabela mostrando a economia anual para o contribuinte com as novas regras em relação ao que é pago hoje no caso de 13 salários ao ano (salários + 13°).

  • Quem recebe até R$ 5 mil: isenção total, economia anual de R$ 4.356,89
  • Quem recebe R$ 5.500: o imposto cai 75%, economia anual de R$ 3.367,68
  • Quem recebe R$ 6 mil: o desconto cai 50%, economia anual de R$ 2.350,79
  • Quem recebe R$ 6,5 mil: alívio de 25%, economia anual de R$ 1.333,90
  • Quem recebe acima de R$ 7 mil: alíquotas progressivas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5% permanecem conforme é hoje em dia, sem aumento. 

Como a medida será compensada?

A ampliação da faixa de isenção resultará em uma redução da arrecadação de receita pela União na ordem de R$ 25,84 bilhões em 2026.

O projeto prevê a tributação mínima para altas rendas e para dividendos do exterior. Conforme a previsão, a tributação mínima das altas rendas possibilitará uma ampliação de receita de R$ 25,22 bilhões, além de R$ 8,9 bilhões adicionais da tributação de 10% na remessa de dividendos para o exterior (apenas para domiciliados fora do país).

Para o governo federal, trata-se de uma questão de justiça tributária. Para compensar a perda de receitas que o aumento da isenção trará, o governo propõe um imposto mínimo de até 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano.

Como funciona?

  1. A tributação mínima para altas rendas funcionará de forma progressiva e só atingirá quem ganha mais de R$ 600 mil por ano. Primeiro, soma-se toda a renda recebida no ano, incluindo salário, aluguéis, dividendos e outros rendimentos.
  2. Se essa soma for menor que R$ 600 mil, não há cobrança adicional. Se ultrapassar esse valor, aplica-se uma alíquota que cresce gradualmente até 10% para quem ganha R$ 1,2 milhão ou mais.
  3. Já na hora de calcular o valor do imposto devido, alguns rendimentos são excluídos, como ganhos com poupança, títulos isentos, herança, venda de bens e outros rendimentos mobiliários isentos.

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