A paralisação dos funcionários dos Correios chega ao seu sétimo dia nesta quinta-feira (17). A mobilização ocorre em todo o país e, segundo a Federação dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios de Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), até o momento, não há previsão de encerramento.
A greve foi iniciada na última sexta-feira (11), após decisão dos trabalhadores durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A categoria reivindica a preservação de direitos e garantias relacionados ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.
No Espírito Santo, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Espírito Santo (Sintect-ES), a paralisação não acontece em todos os municípios e tem maior força na Região Metropolitana da Grande Vitória.
Na última sexta-feira (11), os Correios entraram com pedido de dissídio coletivo para que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarasse o movimento abusivo e determinasse a continuidade dos serviços, com urgência. Após análise, o tribunal determinou, em decisão liminar no último sábado (12), a manutenção de 80% do efetivo nas atividades em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a greve.
Os Correios afirmam que todas as agências e centros de distribuição estão em funcionamento. Segundo a estatal, a empresa acionou o Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços e reduzir eventuais impactos da paralisação, que tem adesão parcial de empregados.
Segundo a estatal, entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. “A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas”, declara.