A Marca Ambiental vai incorporar dez caminhões à operação de coleta de resíduos na Grande Vitória. Os veículos serão recebidos na quinta-feira (29) e devem começar a circular nas próximas semanas. Com a aquisição, a empresa passará a contar com 12 caminhões preparados para operar com gás natural veicular (GNV) e biometano.
Os novos veículos vão substituir gradualmente modelos movidos a diesel. Inicialmente, serão abastecidos com GNV, mas poderão utilizar biometano quando a empresa colocar em funcionamento sua planta de produção do combustível, em Cariacica. A previsão informada pela companhia é que a unidade entre em operação até dezembro de 2026, com investimento de R$ 17 milhões.
O projeto contempla a utilização de biogás gerado a partir dos resíduos recebidos pela própria empresa para produzir o combustível renovável. A proposta é destinar parte dessa produção ao abastecimento dos caminhões usados na coleta e no transporte de resíduos.
Segundo Diogo Ribeiro, diretor de Energias Renováveis do Grupo Marca, a ampliação da frota integra a estratégia de conectar a gestão de resíduos à produção de combustíveis de menor emissão.
Estamos conectando duas frentes estratégicas: a produção de combustível renovável a partir da valorização de resíduos e sua aplicação direta no transporte pesado. A ampliação da frota demonstra que essa transição já começa a ganhar escala no Espírito Santo
Diogo Ribeiro, diretor de Energias Renováveis do Grupo Marca
A substituição gradual do diesel por combustíveis de menor emissão é uma das frentes do projeto. De acordo com a Scania, fabricante dos caminhões, o uso de biometano pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel, conforme as condições e a metodologia consideradas pela empresa.
O percentual, no entanto, depende de fatores como o combustível utilizado e os critérios adotados no cálculo das emissões. A redução efetiva na operação da Marca Ambiental não foi informada.
Com a entrada em funcionamento da planta de Cariacica, a empresa pretende aproximar a destinação de resíduos da produção de energia e do abastecimento da própria frota. Nesse modelo, parte dos resíduos recebidos poderá dar origem ao combustível utilizado nos veículos responsáveis pelo transporte do material.