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Viver de aluguel ou ter casa própria? No Espírito Santo, a maioria das famílias ainda se concentra na segunda opção. No entanto, esse cenário está mudando. Enquanto o número de quem recorre ao aluguel cresce em ritmo acelerado, a parcela da população que consegue ser dona do teto onde mora vem encolhendo.
Os domicílios próprios (e já pagos) representem a maioria das habitações no Espírito Santo, mas o percentual caiu de 71,2% para 61,7% entre 2016 e 2025. Na contramão, o dos contratos de aluguel subiu de 16,5% para 23,7% no mesmo período.
O percentual de domicílios alugados na Grande Vitória e em Vitória também aumentou nesse período, atingindo, respectivamente, 28,1% e 31,9%, em 2025.
Já o percentual de pessoas que moram em imóvel próprio que ainda está sendo pago caiu nos últimos anos. Em 2022 essa categoria representava 4,9%, enquanto em 2025 passou para 2,8%.
As informações são da Pnad Contínua: Características dos domicílios e moradores, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Outros dados apresentados pela Pnad mostram que, em 2025, no Espírito Santo, 50,9% dos domicílios possuíam carro; 27,6% tinham motocicleta; e 17,9%, ambos. Na Grande Vitória, 49,1% das residências possuíam carro; 16,2%, motocicleta; 10,4%, ambos. Em Vitória, esses percentuais eram de 50,3%; 8,9% e 5,7%, respectivamente.
Em 2025, de acordo com a Pnad Contínua, o número de domicílios particulares permanentes no Espírito Santo foi estimado em 1,6 milhão, sendo este valor 5,2% maior que em 2024 e 20,5% maior que em 2016
No Espírito Santo, em 2025, 91,2% dos domicílios apresentavam predominância de piso de cerâmica, lajota ou pedra. Em 7,6% dos domicílios predominava o cimento; e em 1,2%, a madeira apropriada para construção. Na Grande Vitória, esses percentuais eram de 96,7%; 2,1% e 1,1%, respectivamente. Em Vitória, os dados corresponderam a, respectivamente, 95,9%; 0,4% e 3,8%.
Em relação à cobertura dos imóveis, em 2025, no Estado, 36,3% dos domicílios possuíam telha sem laje de concreto como material predominante na cobertura; 38,3% possuíam telha com laje de concreto; 24,4% possuíam somente laje de concreto e 1%, outro tipo de material.