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Comércio

Álcool em gel sobra nas prateleiras e entra até em 'liquidação' no ES

Após escassez, produto tem perdido espaço para a versão líquida. Algumas empresas do Estado já estão deixando de fabricar a mercadoria

Publicado em 19 de Agosto de 2020 às 05:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 ago 2020 às 05:00
Pessoa aplicando álcool em gel nas mãos
Após sumir das prateleiras no início da pandemia, álcool em gel agora sobra no comércio Crédito: Freepik
Meses após o início da pandemia do novo coronavírus, o álcool em gel, que já chegou a ser motivo de disputa no comércio, agora começa a sobrar nas prateleiras e já está entrando em "liquidação" em lojas do Espírito Santo. Em uma rede de supermercados da Grande Vitória, por exemplo, a embalagem com 500 ml de álcool em gel 70º, antes vendida por R$ 17,79, agora sai por R$ 8,98. 
Em outra rede, o produto é vendido a partir de R$ 8,39. Mas o desconto pode ser ainda maior. Em um supermercado da capital, já foram identificadas promoções a partir de R$ 3,90.
Entre março e abril, a informação de que o produto seria essencial para auxiliar na proteção contra a Covid-19 levou a uma verdadeira corrida atrás da mercadoria que, rapidamente, esgotou-se em farmácias, supermercados, distribuidoras e também em sites de compra na internet.
O mercado, afinal, não estava preparado para o abrupto crescimento na busca pelo álcool em gel. Diante da escassez, estabelecimentos limitaram as vendas e subiram os preços. Em muitos locais, a embalagem de 500 ml de álcool em gel 70º chegou a custar, em média, R$ 20.
O aumento, frequentemente considerado abusivo, levou a uma série de reclamações sobre o produto. O Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), por exemplo, registrou, entre março e julho, 814 queixas relacionadas ao preço, produções caseiras e mesmo irregulares.
Por se tratar de um produto inflamável, é preciso ter atenção à procedência antes de efetuar a compra. No início da pandemia, o Procon Estadual e a Polícia Civil chegaram a interditar duas fábricas clandestinas de álcool em gel, uma em Vila Velha e outra em Cariacica. Os produtos não estavam de acordo com as normas sanitárias, não apresentavam informações corretas na embalagem e não tinham nota fiscal.

INDÚSTRIAS INTERROMPEM PRODUÇÃO

Com a escassez, empresas de cosméticos, cervejarias e usinas de etanol, por exemplo, que utilizavam as mesmas substâncias do álcool em gel em outras produções, passaram a fabricar o produto. A ação foi uma forma de atender ao mercado, mas também de manter a renda num momento em que a venda de outros materiais, como produtos de beleza, por exemplo, era baixa.
“Hoje, todo mundo tem estoque. Não sei dizer se o consumidor ainda está comprando a mesma quantidade, mas a oferta foi muito grande. Tem sobra até. A oferta já é maior que a procura”, destacou o diretor do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades) Malsimar Lucio Malacarne.
Diante desse cenário, empresas que passaram a fabricar álcool em gel, inclusive, interromperam a produção, conforme relata o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Químicos do Espírito Santo (Sindiquímicos-ES), José Luciano Domingos.
“As empresas de cosméticos passaram a produzir, mas, com o tempo, a oferta superou a procura, e a produção foi significativamente reduzida e até interrompida."
Os especialistas não consideram provável, no momento, que volte a ocorrer escassez do produto diante da queda na produção. Uma das razões é o fato de que houve um aumento na procura por álcool líquido 70º, que, antes da pandemia, não era autorizado para uso doméstico.
“Quando o governo liberou, por meio de decreto, houve quem passasse a optar pelo álcool líquido, que é melhor para limpeza. Muita gente prefere. Isso contribuiu para que a situação normalizasse, influenciando a queda na busca por álcool em gel”, frisou o presidente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), João Falqueto. Atualmente, a embalagem de um litro de álcool líquido 70° é vendida por cerca de R$ 9,90.

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