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Pandemia não acabou

Saiba em que cenário o ES pode voltar a suspender atendimento eletivo

A expectativa do governo é que medida mais rigorosa não seja necessária, porém quadro mais grave da pandemia pode alterar assistência

Publicado em 04 de Novembro de 2020 às 21:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 nov 2020 às 21:22
Secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em pronunciamento nesta quarta-feira (09)
Secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em pronunciamento nesta quarta-feira (04) Crédito: Divulgação / Sesa
Em pronunciamento realizado nesta quarta-feira (04), o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, ressaltou que o posicionamento do Estado é não suspender novamente o atendimento de consultas e exames eletivos - aqueles previamente agendados, que não são urgência e emergência - devido à pandemia do novo coronavírus. Contudo, ele reconheceu que, em um cenário mais grave da crise sanitária, a medida pode voltar a ser adotada. 
"Ao longo do desenvolvimento da pandemia, tivemos uma curva de aprendizagem. Não pretendemos voltar a suspender consultas médicas na atenção básica, nem suspender atenção às consultas especializadas. Pretendemos seguir caminhando na reversão de leitos da rede própria para atender outras condições", sustentou. 
No entanto, foram apresentados, também durante o pronunciamento, três cenários de pandemia para os quais o governo está preparando ações a serem tomadas, de acordo com os rumos da doença. No cenário C, que exige a maior atenção porque haveria um aumento na demanda por internação, a situação dos atendimentos eletivos poderia mudar.
“Caso ocorra o cenário C, não pretendemos voltar a suspender serviços eletivos no momento de início de crescimento de casos. Diante de qualquer um dos três cenários, a rede pública estadual se prepara para poder enfrentá-los sem riscos de colapso, com garantia do acesso assistencial aos pacientes com Covid-19 e também atender pacientes com outras doenças”, reforçou Nésio Fernandes.
Mesmo enfatizando que não pretende voltar a suspender serviços eletivos, o secretário refere-se à fase inicial do crescimento de casos, e não descarta a medida após a consolidação de um cenário com maior pressão na assistência de saúde. “Mas somente em último caso”, assegurou.

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