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Rio Doce: desalojados poderão voltar para casa na segunda (17)

Com o nível do Rio Doce reduzindo,  a expectativa é de que as 29 famílias que ficaram desalojadas em Colatina possam retornar para suas casas, segundo previsão da Defesa Civil do município

Tempo de leitura: 2min
Colatina
Publicado em 14/01/2022 às 20h43
 Rio Doce, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, ultrapassou a cota de alerta
Rio Doce, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, ultrapassou a cota de inundação. Crédito: Gabriela Fardin

O nível do Rio Doce em Colatina, no Noroeste do Estado, está baixando, segundo a Defesa Civil Municipal. Na tarde de quinta-feira (13), o volume registrado foi de 7,72 metros, mas a última medição realizada às 19h15 desta sexta-feira (14), foi de 6,54 metros. E a tendência é que o volume diminua ainda mais. Com isto, a previsão é de que  algumas famílias desalojadas possam retornar para suas casas já na segunda-feira (17).

Apesar da diminuição do nível, o Rio Doce continua acima da cota de inundação no município, de 5,8 metros. Em Colatina, 29 famílias ficaram desalojadas e estão na casa de familiares e amigos, de acordo com a Defesa Civil.

Nesta sexta-feira (14), a Defesa civil distribuiu kits de limpeza para as famílias limparem as casas que foram alagadas. As pessoas que deixaram móveis e outros pertences na escola cedida pela prefeitura, poderão fazer a mudança com o caminhão a serviço do município.

No sábado (15), o município vai receber 50 cestas básicas doadas pelo Governo do Estado, para serem  entregues para as famílias afetadas pelos alagamentos.

ESTRAGOS CAUSADOS PELA CHEIA

O rio ultrapassou a cota de inundação — que ocorre a partir dos 5,80 metros — na manhã de terça-feira (11). Houve pontos de  alagamento nos bairros Marista, Martinelli, Maria das Graças e Vila Lenira. O trecho da Avenida Beira-Rio, embaixo da Ponte Florentino Avidos, no Centro, precisou ser interditado por causa da quantidade de água na via.

O trecho da BR 248, que liga Colatina a Linhares ficou parcialmente alagado. Os motoristas passavam somente por meia pista, já que a outra via está alagada. Um condutor que trafegava pelo local enviou um vídeo para a reportagem de A Gazeta. Nas imagens é possível ver que os veículos que vêm de um sentido esperavam enquanto os da outra pista passavam.

O Rio Doce chegou a mais de 2 metros da cota de inundação. A cheia é resultado da forte chuva que incide em Minas Gerais, na região da cabeceira do rio, principalmente na Usina de Mascarenhas.

O município também registrou alagamentos no bairro Vila Lenira, por causa do transbordamento do Rio Santa Maria.

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