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Protocolo

Prefeitura esclarece como deve ser uso de máscaras em bares de Vitória

Apesar dos bares não terem mais restrição de funcionamento de dias e horários, a Prefeitura de Vitória alerta os empresários para o limite de pessoas para que não ocorra aglomeração

Publicado em 14 de Setembro de 2020 às 18:51

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 set 2020 às 18:51
Local estava descumprimento as normas de segurança estabelecidas pelo governo estadual
Equipe de fiscalização notifica bares na Praia do Canto Crédito: Ariel Leão
Após um final de semana de bares cheios na Capital, que resultou em uma operação que notificou seis estabelecimentos na Praia do Canto devido à irregularidades, a Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), por meio da Vigilância Sanitária do município, esclareceu qual deve ser o protocolo correto para o uso de máscaras nestes locais, tipicamente frequentados para comer e beber. Como a Capital está com risco baixo para a transmissão da Covid-19, os bares podem abrir sem restrições de horários, mas precisam seguir algumas regras de funcionamento para evitar aglomerações, como manter o distanciamento entre as mesas.
De acordo com a gerente de Vigilância Sanitária de Vitória, Flávia Riegert, existem responsabilidades específicas tanto para os cidadãos, quanto para empresários. "É preciso usar máscara para sair de casa e manter distanciamento de 1,5m entre as pessoas, além de evitar contato físico e compartilhamento de objetos. Já o empresário deve observar as restrições temporárias estabelecidas pelas autoridades sanitárias, dentre elas, por exemplo, máscara e face shield para funcionários, disponibilização de álcool 70%, pia com água e sabão e papel toalha, orientação em cartaz do comportamento a ser seguido pelas pessoas", iniciou.
Apesar dos bares não terem mais restrição de funcionamento em dias e horários, Riegert afirma que os empresários devem se atentar para o limite de pessoas e assim, evitar aglomeração. "É preciso garantir a manutenção distância mínima de segurança entre as pessoas em 1,5m, bem como os 2m entre as mesas, atendendo à capacidade de um cliente por 10 m². Sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras por clientes, claro que para beber e se alimentar, a pessoa vai tirar a máscara. Mas a recomendação é de que até chegar na mesa, use a máscara, assim como ao levantar para ir ao banheiro ou para alguma fila", destacou.

ATIVIDADES SUSPENSAS

Para a gerente, o grande motivador das ações de fiscalização que aconteceram no final de semana não foi o uso de máscaras, mas a ocorrência de atividades que ainda estão suspensas, como boates, shows e atrações musicais com presença de público. "O governador já emitiu pronunciamento sobre eventos com até 100 pessoas a partir do próximo dia 21, mas ainda não houve regulamentação. Quando os estabelecimentos divulgam festas, isso promove aglomeração, não tem sido garantido o distanciamento. O não uso de máscara se somou a isso, mas nós sabemos que é normal tirar a máscara para comer e beber", afirmou.

IRREGULARIDADES NO FINAL DE SEMANA

Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação foi realizada em Jardim da Penha, onde nenhuma irregularidade foi detectada, e na Praia do Canto, onde seis estabelecimentos irregulares foram notificados. Confira os bares:

1- BAR EMBRAZADO

No sábado (12), o local teve que fechar antes do horário por estar com a capacidade de público superior ao previsto no Protocolo Covid-19 de Medidas de Prevenção e Controle Estadual. Durante a abordagem, segundo o Corpo de Bombeiros, os responsáveis informaram a existência de uma orientação legal que permitia que esse tipo de estabelecimento funcionasse com 40% da capacidade de público.
Eles foram informados, no entanto, que o público permitido deveria considerar 1 pessoa a cada 10 m². O estabelecimento estava com Alvará de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (ALCB) vencido em 4 de junho e foi lavrado auto de notificação. O responsável, segundo os Bombeiros, foi devidamente orientado sobre os trâmites desse documento e terá 30 dias para se regularizar, não podendo funcionar no período.
Em nota, o Embrazado afirmou que está se adequando a todas as normas exigidas. "Reconhecemos que tivemos informações equivocadas de 40% da capacidade do local, mas assim que a fiscalização nos orientou e pediu o fechamento em uma hora, atendemos imediatamente. Agora atualizados, nos adequaremos no que diz o decreto. Todavia, acreditamos que esta lei esteja sendo aplicada para todos os estabelecimentos e não só para o Embrazado", pontuou a empresa em nota.

2- BAR DO GORDINHO

Por conta de todas as irregularidades encontradas e ainda por estar com a capacidade de público superior ao previsto no Protocolo Covid-19 de Medidas de Prevenção e Controle Estadual, o local também teve que encerrar as atividades antes do previsto, segundo o Corpo de Bombeiros. O proprietário do Bar do Gordinho, Sílvio Júnior, disse em entrevista no domingo (13) que o bar tem uma área de 400 metros quadrados e que foi respeitada a ocupação máxima de 180 pessoas.
Ele afirmou ainda que o bar tem cumprido todas as exigências de higienização, orientado os frequentadores a usar máscaras, mas que há uma dificuldade em controlar o público. "Nós estamos cumprindo as recomendações, mantendo as mesas espaçadas e disponibilizando álcool em gel. Mas é difícil controlar o público. Do lado de fora, há aglomeração por conta daqueles que ficaram barrados, porque estamos cumprindo com o número máximo de pessoas dentro do bar. Nós não temos como mandar essas pessoas que estão do lado de fora embora para casa".

3- PUB 426

O estabelecimento também estava com a capacidade de público superior à prevista no Protocolo Covid-19 de Medidas de Prevenção e Controle Estadual e teve que fechar as portas mais cedo. A administração do Pub 426 afirmou que estavam em situação regular e que o Corpo de Bombeiro o notificou por "estar com tudo em ordem". "O Pub 426 está ciente das medidas de segurança e nesse momento de retorno gradual apenas queremos promover entretenimento de forma segura para a população e a manutenção dos empregos dos funcionários", garantiu.

4- BAR ABERTURA

O relatório de fiscalização do Corpo de Bombeiros diz que o estabelecimento recebeu uma intimação para adotar medidas que garantam o distanciamento social. O bar diz que já segue as regras impostas e afirmou que, em decorrência do fechamento dos outros bares na região durante a fiscalização, os clientes acabaram migrando para a rua, o que causou aglomeração na via e não no estabelecimento, segundo o Bar Abertura. Disse ainda que a própria fiscalização já tinha constatado anteriormente que o bar cumpre as normas.

5 - 40 GRAUS

O Alvará de Licença do Corpo de Bombeiros Militar (ALCB) estava vencido desde abril, segundo o relatório. O estabelecimento argumenta que o documento estava fora do prazo por causa da pandemia, já que ficou por meses sem autorização para funcionar e os próprios órgãos de regulamentação do governo estavam com o funcionamento limitado, o que dificultou a regularização. Garantiu também que cumpre as normas de prevenção ao coronavírus.

6 - VIX EXPERIENCE

O Alvará de Autorização de Funcionamento do Corpo de Bombeiros (AAFCB) foi cancelado após vistoria, por não possuir os pré-requisitos necessários. Por conta das irregularidades encontradas e por estar com a capacidade de público superior ao previsto no Protocolo Covid-19 de Medidas de Prevenção e Controle Estadual, o local teve que encerrar as atividades antes do previsto. A reportagem de A Gazeta não conseguiu contato com os responsáveis pelo estabelecimento.

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