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Covid-19

PF cumpre mandado no ES contra grupo suspeito de oferecer exclusividade em venda de vacina

No Estado, ação é realizada em Vila Velha. Mandados também são cumpridos em Paracatu (MG). Investigação apontou que pessoas, por meio de duas empresas, apresentaram credenciais falsas e afirmaram ter exclusividade para a comercialização

Publicado em 25 de Março de 2021 às 08:52

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 mar 2021 às 08:52
Operação foi chamada de Taipan
Polícia Federal cumpre mandado em Vila Velha em operação que investiga oferta de vacinas Crédito: Divulgação/ Polícia Federal

Atualização

25/03/2021 - 10:22
No fim da noite desta quinta-feira (25), a reportagem de A Gazeta conseguiu entrar em contato com Christian Pinto Faria, um dos investigados pela Polícia Federal. O posicionamento do empresário foi adicionado à matéria.
Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira (25), contra um grupo suspeito de oferecer ao Ministério da Saúde, de forma fraudulenta, 200 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, "em nome de um grande consórcio farmacêutico". Uma das cidades com mandado sendo cumprido é Vila Velha, no Espírito Santo. A operação foi batizada de Taipan.
As informações são da Polícia Federal, que apontou o próprio Ministério da Saúde como autor da denúncia. "As investigações, que foram iniciadas a partir de notícia encaminhada à PF pelo próprio Ministério da Saúde, apontam que ao menos dois indivíduos, por meio de duas empresas, apresentaram credenciais falsas afirmando terem exclusividade para a comercialização do lote de vacinas", informou a nota divulgada pela Polícia Federal.
Operação foi chamada de Taipan
Polícia Federal cumpre mandado em Vila Velha em operação que investiga oferta de vacinas Crédito: Divulgação/ Polícia Federal
Além de Vila Velha, os mandados, que foram expedidos pela Justiça do Distrito Federal, são cumpridos em Paracatu, em Minas Gerais. Ainda de acordo com a Polícia Federal, a oferta fraudulenta de vacinas também foi feita a outros gestores públicos além do Ministério da Saúde.
Os suspeitos podem responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato em face de entidade pública, falsificação de documento particular e falsificação de produto destinado a fins medicinais.

ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO

Reportagem do Valor econômico desta quinta-feira (25) aponta que as negociações para a suposta compra da vacina foram realizadas com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, e que ele teria sido alvo de golpistas que buscavam vender falsos imunizantes contra Covid-19 ao governo federal.
O responsável pelas negociações seria o empresário Christian Pinto Faria, um dos sócios da Biomedic Distribuidora de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda., com sede em Vila Velha.
Christian Pinto Faria
Christian Pinto Faria, investigado pela Polícia Federal, anunciou acesso às vacinas em suas redes sociais Crédito: Reprodução/Facebook
Ele teria falsificado, segundo a reportagem, credenciais e ofícios da farmacêutica britânica AstraZeneca para tentar vender cerca de 250 milhões de doses falsas. Faria é o principal investigado da Operação Taipan da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta quinta-feira (25) e que cumpriu mandados de busca e apreensão em Paracatu (MG) e Vila Velha (ES).
Faria teria enviado um e-mail ao Ministério da Saúde, em que se apresentou como representante da farmacêutica com exclusividade para a venda de imunizantes no Brasil por intermédio de empresa de sua propriedade, a Biomedic.

EMPRESÁRIO APONTA GOLPE

Em conversa com a reportagem de A Gazeta, o empresário Christian Pinto Faria, afirma que foi alvo de um golpe. “Eu caí em um golpe de uma empresa que dizia ser distribuidora da AstraZeneca, a GB Trading EU”.
Foi esta empresa, aponta Faria, que o procurou há alguns meses oferecendo a negociação dos imunizantes. “Estou sendo acusado por um documento falso, que uma suposta distribuidora da AstraZeneca me enviou, há um tempo, e achando que estava tudo certo, enviei o documento por e-mail para o Ministério da Saúde. Fui acusado injustamente, pois tenho no meu Whatsapp que recebi a documentação”, assinala.
Ele garante ainda que o documento foi enviado apenas ao Ministério da Saúde e que não ocorreu negociações com outros municípios. Afirma ainda que a conclusão da negociação, com o pagamento dos imunizantes só ocorreria quando as vacinas fossem entregues. “Não tem como dar golpe em vacinas, que só são pagas quando chegam ao Brasil. Tenho como provar que cai em um golpe”, declarou.

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