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Paralisação dos rodoviários deixa moradores sem ônibus em Guarapari

O motivo alegado pela categoria é atraso de salários. Sindicato entrou com ação na Justiça do Trabalho contra a empresa Expresso Lorenzutti, mas diz que apenas 25% do salário de abril foram pagos

Publicado em 17 de Junho de 2022 às 16:12

Ednalva Andrade

Publicado em 

17 jun 2022 às 16:12
Ônibus da frota da Expresso Lorenzutti, que opera o transporte público coletivo de Guarapari
Ônibus da frota da Expresso Lorenzutti, que opera o transporte público coletivo de Guarapari Crédito: Divulgação/ Site Câmara de Guarapari
Moradores de Guarapari que utilizam o transporte público municipal entraram no quinto dia sem ônibus, nesta sexta-feira (17). A greve dos motoristas e demais funcionários da empresa Expresso Lorenzutti, que opera o serviço de transporte público coletivo de Guarapari, começou na última segunda-feira (13) e não tem data para terminar. Uma audiência entre representantes da empresa e do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Guarapari (Sintrovig) está prevista para a próxima terça-feira (21).
A greve foi deflagrada pelos trabalhadores em razão de atraso no pagamento dos salários do mês de abril. Outra paralisação já havia sido feita em março também por causa de atraso salarial.
Paralisação dos rodoviários deixa moradores sem ônibus em Guarapari
Na última segunda-feira, decisão da 2ª Vara do Trabalho de Guarapari determinou o bloqueio do valor de R$ 165 mil nas contas da empresa Expresso Lorenzutti para garantir a quitação dos salários do mês de abril, pois apenas 25% do salário foram pagos.
Em seu despacho, o juiz do trabalho substituto Alvino Marchiori Junior esclareceu que havia determinação anterior para que a empresa pagasse o salário de abril e o tíquete-alimentação vencido em 20 de maio aos cobradores, motoristas e empregados internos no prazo de cinco dias úteis, sob pena de multa diária de R$ 20 mil à empresa.
No entanto, o sindicato comunicou à Justiça do Trabalho, no último dia 6, que apenas o tíquete-alimentação foi pago integralmente.
A empresa respondeu, no último dia 9, que havia pago apenas 25% do salário de abril e que não seria possível cumprir integralmente a decisão judicial por “estar vivendo um verdadeiro drama financeiro” agravado com a pandemia da Covid-19.
Na última quarta-feira (15), o juiz negou os pedidos da empresa para incluir a Prefeitura de Guarapari no processo e para suspender o bloqueio dos R$ 165 mil.
Também foi negado o pedido da Expresso Lorenzutti para obrigar o município de Guarapari a antecipar a compra de vale-transporte, porque tal medida não tem respaldo jurídico. Na mesma decisão, o juiz marcou uma audiência para a próxima terça-feira, dia 21, às 10h15, a fim de tentar solucionar o impasse.
Enquanto isso, a população do município continua precisando recorrer a alternativas como vans e transporte por aplicativo para conseguir chegar ao trabalho. Moradores de Guarapari afirmaram que apenas 30% dos ônibus estão circulando.

NOVAS AÇÕES

O Sintrovig deu entrada em outras duas ações na Justiça do Trabalho na última quarta-feira. Os processos  seriam relacionados aos atrasos dos pagamentos de salários e benefícios dos trabalhadores referentes ao mês de maio.
A reportagem de A Gazeta tentou contato com o Sintrovig e com o advogado do sindicato, Adriano Braga, para detalhar as ações, mas foi informada que os representantes do sindicato estavam em reunião na tarde desta sexta-feira. A empresa Expresso Lorenzutti também foi demandada por e-mail. Assim que houver retorno, a matéria será atualizada.
Em nota, a Prefeitura de Guarapari informou que tem ciência da greve desde o dia 14 de março, quando foi iniciada, por meio da Secretaria de Postura e Trânsito(Septran). "O município teve ciência da paralisação e tem acompanhado a situação entre sindicato, trabalhadores e empresa. A Septran ressalta ainda que o município está resolvendo a questão com a concessionária em vias judiciais", conclui a nota.

Atualização

18/06/2022 - 9:38
A matéria foi atualizada para incluir informações enviadas pela Prefeitura de Guarapari em nota. 

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