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Governo do ES corrige dado: lockdown só com 91% de ocupação de leitos

Informações desencontradas a respeito da matriz de risco do Estado foram esclarecidas nesta segunda-feira (15); dado anterior afirmava que seria necessário superar 90%

Publicado em 15/06/2020 às 17h21
Atualizado em 15/06/2020 às 20h18
Comércio fechado por causa do coronavírus no Centro de Vila Velha
Com a mudança, comércio não essencial só poderá voltar a ficar fechado se 91% das UTIs do Estado estiverem ocupadas. Crédito: Carlos Alberto Silva

As medidas de risco extremo para conter o avanço do novo coronavírus, que incluem o lockdown, só poderão ser adotadas quando 91% dos leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Espírito Santo estiverem ocupados. O Governo do Estado esclareceu o dado que engloba a atual matriz de risco durante a tarde desta segunda-feira (15).

Apenas um dia antes, no domingo (14), a informação passada pelo Executivo Estadual era de que bastava tal índice superar os 90%. Ou seja, atingir 90,01% – número inferior ao que, de fato, serve como balizador para determinar a possível implementação de ações mais drásticas nos municípios.

Governo do Estado

Em nota

"O Plano de Convivência com a Pandemia estabelece a adoção de medidas mais restritivas, caso a taxa de ocupação global dos leitos de UTI supere 91%, diferentemente da informação de que seria necessário um índice inferior"

O Governo havia sido procurado por A Gazeta para esclarecer qual era a taxa de ocupação suficiente para que os municípios pudessem atingir a classificação de "risco extremo", porque o mapa divulgado indicava "acima de 90%", mas o governador Renato Casagrande mencionava, frequentemente, os 91% como valor determinante.

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SITUAÇÃO ATUAL DO ES

Atualmente, o Espírito Santo está com 85,54% das UTIs ocupadas. Isso significa que, se a ocupação desses leitos subir 5,47 pontos percentuais, o conjunto de medidas mais drásticas já poderia começar a valer para determinados municípios. Antes, seria necessário um crescimento menor: de 4,47 pontos percentuais.

Em um primeiro momento, a diferença inferior a um ponto percentual pode parecer pequena, mas é, na verdade, determinante para definir quando – e se – a circulação de pessoas e a abertura do comércio serão praticamente proibidas. Afinal, esse índice varia e é atualizado diariamente pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

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