Em cartazes e faixas em frente ao Fórum de Linhares nesta quarta-feira (23), no Norte do Estado, o pedido de quem busca respostas. Após oito meses desde o acidente que matou o motociclista Wesiley Rodrigues da Silva, aos 30 anos, a família ainda espera por justiça. A colisão ocorreu na rodovia ES 245, que liga os municípios de Linhares e Rio Bananal. Um carro fez uma ultrapassagem e bateu de frente com a moto de Wesiley, que morreu na hora. O condutor do automóvel fugiu do local.
"Queremos justiça, hoje ele está solto. Até quando ele vai ficar solto? Será que vão esperar ele cometer outro crime, porque eu não chamo aquilo de acidente. O que ele cometeu é um crime. Meu marido era um pai de família. Ele voltava do trabalho. Trabalhava de segunda a segunda para morrer dessa forma? Nem socorro foi prestado para o meu marido. "
Na noite de 24 de junho de 2021, o homem voltava para casa depois de mais um dia de trabalho. Foi quando houve a colisão, lembrou a esposa da vítima, Raquel França da Rosa, em entrevista para a repórter Ariele Rui, da TV Gazeta Norte. A moto em que estava ficou destruída.
Em relato à Polícia Militar, o motorista de um caminhão disse que presenciou o acidente. Ele contou que o condutor do carro teria forçado a ultrapassagem. Na época, a família disse que testemunhas afirmaram aos policiais que o motorista que provocou o acidente também estava em alta velocidade.
No carro também estavam outros dois ocupantes, que abandonaram o veículo no local e fugiram a pé antes de os militares chegarem.
Acidente matou motociclista na ES 245
O inquérito já foi concluído pela Polícia Civil, que identificou o motorista. Agora, o caso segue no Judiciário. O próximo passo, segundo o advogado da família, é a marcação de uma audiência. Mas a espera tem sido longa e causado sofrimento.
A esposa ressalta: “É um sofrimento que eu não desejo pra ninguém. Ele era um bom pai, um bom marido. Nós tínhamos projetos, tínhamos sonhos. Que ele [o motorista] pague pelo que fez. Uma pessoa que dirige em alta velocidade sabe o que está fazendo. Ele tinha consciência plena do que ele estava fazendo”.