Durante boa parte da vida, Eduardo Loureiro Calhau construiu a trajetória profissional como engenheiro civil. Aos 67 anos, porém, decidiu acrescentar uma nova rotina aos dias de trabalho: virou triatleta. Quase seis anos depois, Calhau chega aos 73 anos neste mês como hexacampeão brasileiro na categoria 70+ e com participações em campeonatos mundiais na Alemanha e na Espanha.
O triatlo combina natação, ciclismo e corrida, praticados em sequência e sem interrupção. Mesmo tendo começado no esporte depois dos 60 anos, Calhau passou a conciliar os treinos e competições com o trabalho como engenheiro.
"Eu me sinto bem e acho que chegar nessa idade fazendo triatlo são poucas pessoas no Brasil que conseguem. E fica aqui o estímulo. Eu comecei com 67 anos, ninguém tem desculpa para não praticar esporte”, afirma.
Desde então, as medalhas passaram a dividir espaço com a profissão. Calhau participou de campeonatos em diferentes partes do Brasil e conquistou o primeiro lugar em diversas competições. Hoje, é hexacampeão brasileiro de triatlo na categoria 70+.
Desde então, as medalhas passaram a dividir espaço com a profissão. Calhau participou de campeonatos em diferentes partes do Brasil e conquistou o primeiro lugar em diversas competições. Hoje, é hexacampeão brasileiro de triatlo na categoria 70+.
A trajetória esportiva também o levou para fora do país. Em 2023, Calhau representou o Brasil em um campeonato mundial realizado na Alemanha. Ele também disputou outro mundial na Espanha.
A trajetória esportiva também o levou para fora do país. Em 2023, Calhau representou o Brasil em um campeonato mundial realizado na Alemanha. Ele também disputou outro mundial na Espanha. "É uma coisa maravilhosa. Representar o Brasil é um orgulho danado", conta.
A entrada no triatlo aconteceu décadas depois de outro período marcante na vida do engenheiro. Em 1991, Calhau foi diagnosticado com um linfoma no baço. Segundo ele, o câncer já estava avançado quando foi descoberto.
O tratamento envolveu cirurgias e cinco meses de internação. “Foram várias cirurgias. Uma primeira cirurgia, depois uma segunda, uma terceira cirurgia, internação, e muito desafio naquela época”, relembra.
A história, iniciada muito antes da transformação de engenheiro em atleta, agora também foi colocada no papel. Calhau lançou uma autobiografia com 12 capítulos, nos quais relata a internação, o tratamento e a recuperação, além das experiências vividas posteriormente no esporte.
"O livro é uma mensagem para inspirar pessoas a lutarem, a vencerem seus desafios. A história começa com o momento dramático e depois vem para coisas boas”, explica.
Aos 73 anos, Calhau segue conciliando a engenharia com a rotina de triatleta. Entre a bicicleta, a corrida e as braçadas no mar, ele diz que também precisa manter a disposição de quem tem menos idade. “Eu tenho que me sentir mais novo, senão não vou conseguir competir”, brinca.
*Com informações da repórter Quézia Prado, da TV Gazeta