Com a pandemia de
Covid-19 e as medidas de distanciamento social para evitar a expansão da doença, os tradicionais tapetes de
Corpus Christi não ocuparam as ruas de
Norte a
Sul do
Espírito Santo pelo segundo ano consecutivo. Os fiéis, no entanto, não deixaram de expressar a fé e fizeram “tapetes caseiros” nas portas de casas, igrejas e praças.
Castelo, no Sul do Estado, que costuma receber cerca de 80 mil turistas durante o feriado de Corpus Christi, amanheceu muito mais tranquila nesta quinta-feira (3) que em anos anteriores antes da pandemia.
A organização da festa decidiu não fazer os tapetes na rua, e a Paróquia de Nossa Senhora da Penha fez uma programação com 15 missas, em horários e locais diferentes, tudo para evitar aglomerações.
Os moradores de Castelo, não deixaram a tradição de quase 60 anos passar e fizeram tapetes simbólicos na frente de casas, igrejas e em praças. Confira as imagens na galeria abaixo:
Em
Aracruz, no Norte do Estado, jovens e adolescentes confeccionaram um tapete durante a noite, em frente à Matriz São João Batista. De acordo com um membro do grupo, Paulo Bottoni, as peças foram “confeccionados por poucas pessoas, obedecendo todos os protocolos de saúde.”
No Noroeste, em
Colatina, as internas do Centro Prisional Feminino de Colatina também expressaram a fé em um tapete criado em um dos corredores da unidade.
No mesmo município, os moradores de São José Operário levaram tapetes das próprias casas e montaram um “tapete de tapetes” dentro da igreja da comunidade.
Uma moradora da comunidade disse que a ideia partiu da equipe de liturgia e que foi pensada para não deixar a celebração passar em branco: "Ano passado foi tão triste, neste ano fizemos o tapete com os tapetes dos moradores. O padre e os ministros da eucaristia passaram por cima e fizemos a nossa celebração, com todo mundo distanciado e sentado nos bancos", contou. Ela pediu para não ser identificada