A velocidade máxima no Contorno do Mestre Álvaro e em outros pontos da BR 101, no Espírito Santo, pode aumentar. A Ecovias Capixaba, concessionária que administra a rodovia no Estado, solicitou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um estudo para verificar a possibilidade de reclassificar os limites máximos na via.
A informação foi dada pelo diretor-superintendente da concessionária, Roberto Amorim Junior, durante o evento Conexões, promovido pela Ecovias Capixaba em parceria com a Rede Gazeta, na manhã de terça-feira (31).
"Entramos com um pedido de realizar estudos não só no contorno, mas em toda a BR, de reclassificação dessa velocidade, onde for possível", destacou.
A discussão começou após a concessionária assumir a administração do Contorno do Mestre Álvaro, em novembro do ano passado. Como a nova rodovia é de concreto e conta com longas retas, a empresa começou a receber pedidos de motoristas sobre a possibilidade de aumentar a velocidade máxima no trecho.
Segundo o diretor-presidente da Ecovias, a principal preocupação é em relação à fauna local e à segurança em caso de colisões.
"Quando a via é projetada, a estrutura considera uma velocidade de projeto. Via de regra, é 80 km/h, pela classificação dela. Não quer dizer que tem que ser assim o resto da vida. Segundo, ali tem uma questão com animais silvestres. Então, quanto maior a velocidade da via, há percepção de alguns estudos que mostram que pode aumentar atropelamento de fauna", explicou.
Caso a reclassificação das velocidades seja aprovada, a Ecovias terá que melhorar os dispositivos de segurança da rodovia.
"Os dispositivos existentes hoje, no final do guard rail (mureta), por exemplo, para a absorção do impacto caso aconteça algum acidente, são adequados para a velocidade de 80 km/h. Isso não quer dizer que é empecilho, mas é uma coisa que já está sendo construída. Não tem um cronograma, mas o estudo já está no radar para executarmos", afirmou Roberto Amorim Junior.
O diretor-presidente ainda anunciou o início da construção dos contornos de Fundão e Ibiraçu, no Norte do Estado, com previsão de gerar 2,6 mil empregos até 2029.