Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Caso Kauã e Joaquim

Defesa de Georgeval tentou incluir 89 vídeos e documentos para apresentar no júri

Juiz da 1ª Vara Criminal de Linhares decidiu que novos elementos não podem ser apresentados pois não foram incluídos no processo com a antecedência exigida na legislação

Publicado em 31 de Março de 2023 às 16:46

Natalia Bourguignon

Publicado em 

31 mar 2023 às 16:46
Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares
Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares, onde ocorrerá o Júri Popular Crédito: Leonardo Goliver
Defesa de Georgeval tentou incluir 89 vídeos e documentos para apresentar no júri
O juiz titular da 1ª Vara Criminal de Linhares, Tiago Fávaro Camata, rejeitou o pedido da defesa de Georgeval Alves Gonçalves de incluir no processo 89 links com vídeos do YouTube, reportagens, imagens e outros documentos, além de um filme, para serem exibidos no dia do júri popular. Entre os documentos que a defesa do pastor quis anexar aos autos está um laudo técnico de psiquiatria forense de Georgeval, datado do dia 28 de março deste ano, última terça-feira.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) se manifestou contrário à juntada de novos elementos ao processo porque, segundo a lei, só será permitida a apresentação de documentos durante o julgamento que tenham sido acrescentados com, no mínimo, três dias úteis de antecedência.
O juiz apontou que como o júri começa na segunda-feira (3), os documentos deveriam ter sido disponibilizados até a terça-feira anterior (28 de março). De fato, a defesa apresentou os novos elementos no dia 28, às 17h36, mas só devolveu o último volume do processo no dia seguinte, o que inviabilizou a parte contrária o tempo necessário para análise dos autos.
“[...] o intervalo de 03 (três) dias úteis não se dá entre a data do protocolo e o julgamento, mas sim entre a juntada/ciência e o julgamento, o que não ocorreu tão somente porque a defesa devolveu os autos na quarta-feira”, escreveu o magistrado.
Dessa forma, a defesa do pastor não poderá apresentar os links, vídeos e documentos aos jurados.

O júri popular

O pastor Georgeval Alves Gonçalves vai a júri popular nesta segunda-feira (3) no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares. Ele é o único suspeito da morte de duas crianças em um incêndio no dia 21 de abril de 2018. As vítimas eram Kauã Sales Butkovsky, de seis anos, e Joaquim Alves Sales, três anos, enteado e filho de Georgeval, respectivamente.
Ele será levado a julgamento pelas acusações de duplo homicídio qualificado, duplo estupro de vulnerável e tortura.  Quem vai presidir o júri será o juiz Tiago Fávaro Camata, titular da 1ª Vara Criminal de Linhares.
O Ministério Público será representado por três promotores de Justiça: Claudeval França Quintiliano, Cleander César da Cunha Fernandes e Luiziany Albano Scherrer. O assistente de acusação, que representa a família das vítimas, é o advogado Siderson Vitorino.
Ao todo serão ouvidas 15 testemunhas — uma delas por videoconferência — e cinco peritos prestarão esclarecimentos. O julgamento está marcado para as 9h e tem previsão de durar pelo menos três dias.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Inteligência Artificial vai acabar com algumas profissões
IA já reduz emprego e renda de jovens brasileiros, diz estudo
Carro da PF fazendo escolta da prisão do Daniel Vocaro
Exército credenciou Master para empréstimos consignados
Imagem de destaque
Oito crianças morrem em tiroteio na Louisiana, segundo a polícia; o que se sabe

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados