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Pesquisa fez projeção

Covid-19: número de mortes pode chegar a 629 no ES até final de maio

Os cálculos são do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE)  e consideram dois cenários. No mais crítico, o número de mortes mais que dobraria

Publicado em 18 de Maio de 2020 às 20:57

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 mai 2020 às 20:57
Data: 15/03/2020 - Coronavírus Freepik - Imagem do vírus coronavírus analisado no laboratório
Data: 15/03/2020 - Coronavírus Freepik - Imagem do vírus coronavírus analisado no laboratório Crédito: Freepik
Até o final do mês de maio, o número de mortes pelo novo coronavírus, no Espírito Santo, podem chegar a 629 no cenário mais crítico da pandemia. É o que aponta um estudo elaborado pelo Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE), com a ajuda de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). 
Nesse mesmo contexto, o número de casos da doença poderia chegar a 14.699, mais do que o dobro do que foi registrado nesta segunda-feira (18), quando o Estado registrou, oficialmente, 302 óbitos e 7.157 doentes.
O estudo leva em conta o número de casos e mortes que foram confirmados por intermédio de exames. Para o cálculo foi considerado uma taxa de letalidade da doença de 4,3%, com dados atualizados dos casos até o último dia 13 de maio.
A partir das informações, foram projetados dois cenários: um deles, considerado mais crítico, registraria entre 481 e 629 mortes no dia 30 de maio. Num segundo cenário, mais ameno, oscilaria entre 338 e 453 mortes pela Covid-19. 
Projeção das mortes por Covid-19 no período de 14/05/2020 a 30/05/2020, com dados da Sesa
Projeção das mortes por Covid-19, no período de 14/05/2020 a 30/05/2020, com dados da Sesa Crédito: Dados NIEE
Segundo o pesquisador do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, no Espírito Santo, tanto o número de mortes quanto o de casos tem se mantido em um intervalo entre os dois cenários. Mas faz um alerta: “O que as projeções apontam é que estamos em um mês crítico tanto para o Estado quanto para o Brasil”, assinala.
A preocupação, segundo Lira, é com a aproximação do inverno, com temperaturas mais baixas. É ainda um período em que, pela série histórica, tem aumento de casos de síndromes gripais. “É um período de muita atenção, a fase crítica da doença aliada a um período de síndromes gripais. Precisamos observar o comportamento destes casos”, pondera.
Em relação aos casos de Covid-19, o estudo aponta que no cenário mais crítico o Estado registraria entre 11.235 e 14.699 casos confirmados no dia 30 de maio. O documento aponta que este “seria um cenário caracterizado por um crescimento intenso de casos”.
Na segunda análise, ocorreriam registros entre 7.895 e 10.574 casos, em um “cenário mais ameno de disseminação da doença”. Também neste caso, segundo o documento, a curva de casos do Estado tem ficado no intervalo entre os dois cenários.
Projeção dos casos confirmados de Covid-19 no ES, no período de 14/05/2020 a 30/05/2020, com dados da Sesa
Projeção dos casos confirmados de Covid-19 no ES, no período de 14/05/2020 a 30/05/2020, com dados da Sesa Crédito: Dados NIEE

PANORAMA NACIONAL

Segundo a contabilização da universidade americana Johns Hopkins, o Brasil é o quarto país com mais casos da doença, aproximando-se rapidamente das estatísticas do Reino Unido, que ocupa o terceiro lugar no ranking global, com 244.995 casos. À frente, estão apenas a Rússia (281.752) e os Estados Unidos (1.486.376), segundo informações do jornal O Globo.
De acordo com Pablo Lira, o Brasil tende a superar o Reino Unido. “Caminhamos para ser o novo epicentro da doença no mundo e já somos na América Latina”, observa.
Os dados mundiais sobre o Brasil são importantes, destaca Lira, pois uma vez que se o País enfrentar dificuldades, todos os estados serão afetados. “Já temos situações criticas em São Paulo e Minas Gerais, este último com muita subnotificação. E se o Brasil colapsar e outros estados tiverem dificuldades, é provável que o Espírito Santo sofra demanda de outras unidades da federação”.
Lira destaca que, em situações normais, o sistema de saúde capixaba já recebe demandas do Leste mineiro, Sul baiano e Norte fluminense. “O cenário crítico vai até a primeira quinzena de junho”, acrescenta.

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