O estudante brasileiro Robson Amorim de Freitas, de 32 anos, que desapareceu em Paris, capital da França, no dia 23 de janeiro, dormiu nas ruas durante todo o período. Ele foi encontrado na noite desta segunda-feira (7) após ver um cartaz com seu rosto nas ruas da cidade. Familiares vão viajar nesta quarta-feira (9) a Paris para buscar o estudante.
Robson se alimentou e dormiu nas ruas durante todo o período que esteve desaparecido. A informação foi dada pela irmã dele, Cyntia de Freitas, ao portal de notícias G1 ES. Ela contou que ainda não conversou com o estudante sobre os detalhes do desaparecimento para não deixá-lo mais abalado.
“Ele me contou que viu um cartaz com o rosto dele na rua e na hora se reconheceu. Logo pediu ajuda. Encontrou um brasileiro, chamado Tiago, que ligou para mim. Ele continua na casa de um primo e falamos com ele todo dia, faz chamada de vídeo com minha mãe", contou Cyntia à reportagem de A Gazeta nesta quarta-feira.
O irmão, Pedro Henrique de Freitas, postou uma mensagem de agradecimento em suas rede sociais e a imagem de uma videochamada com Robson.
"Ele está feliz, que está seguro agora. Nós embarcamos hoje para buscá-lo e vamos acertar a questão burocrática na França. Esperamos voltar no fim de semana"
O CASO
O drama da família de Ibatiba começou no dia 23 de janeiro. Robson morava na Irlanda, mas abandonou o país após um primeiro surto, no dia 21. Segundo os relatos dos irmãos Pedro Henrique de Freitas e Cyntia de Freitas, Robson embarcou para a França por acreditar que a máfia irlandesa estava atrás dele.
Com a constatação do episódio de surto, os irmãos o convenceram a retornar ao Brasil para realizar o tratamento médico. O voo sairia do Aeroporto Charles de Gaulle no dia 22, às 20h, com chegada prevista em solo brasileiro para 6h35 de domingo, no horário de Brasília. Quando aguardava na sala de teste de Covid-19 do aeroporto parisiense, Robson entrou em outro surto, acreditando novamente que estava sendo perseguido.
Em contato com os irmãos, alegou que estava com crise de ansiedade e, portanto, sem condições de embarcar. De acordo com os irmãos, Robson teria dado entrada em uma clínica da região após sair do aeroporto, ao lado do Hospital Saint-Anne. A partir da saída dele da clínica, a família não soube mais notícias de Robson até encontrá-lo nesta segunda (7).