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Árbitro somali da Fifa é barrado nos EUA e fica fora da Copa do Mundo

Omar Artan, que se tornaria o primeiro árbitro somali em uma Copa do Mundo, foi retirado da lista da Fifa depois de ter sua entrada negada pelos EUA.

Publicado em 09 de Junho de 2026 às 05:35

BBC News Brasil

Publicado em 

09 jun 2026 às 05:35
Imagem BBC Brasil
Omar Artan é árbitro da Fifa desde 2018 Crédito: Getty Images
Omar Artan, que estava prestes a se tornar o primeiro árbitro somali em uma Copa do Mundo, foi cortado da lista da Fifa para o torneio após ter sua entrada nos Estados Unidos negada.
Artan, que foi eleito o árbitro masculino do ano de 2025 da Confederação Africana de Futebol (CAF), foi impedido de entrar no país pelo Aeroporto Internacional de Miami e atualmente está na Turquia.
As autoridades de imigração dos EUA não divulgaram o motivo para impedir a entrada do juiz, mas a Somália é um dos vários países em uma lista de proibição de viagens introduzida pelo governo do presidente Donald Trump.
Após conversar com as autoridades dos EUA, a entidade máxima do futebol mundial, a Fifa, afirmou que Artan ficará de fora do torneio.
"A Fifa pode confirmar que o oficial de arbitragem Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo Fifa 2026 após ter sua entrada nos EUA negada", diz o comunicado.
"A Fifa não está envolvida nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a avaliação de vistos, e foi informada pelas autoridades de que o status do Sr. Artan não será alterado no momento."
"Em linha com eventos anteriores da Fifa, o governo anfitrião determina em última instância quem recebe visto e quem é admitido em seu país."
Um conselheiro do Ministério da Juventude e Esportes da Somália confirmou à BBC a negativa de entrada e afirmou que Artan estava viajando com documentos válidos.
Um funcionário da embaixada da Somália em Nairóbi disse à BBC que o passaporte diplomático de Artan havia sido emitido especificamente para facilitar sua viagem após dificuldades anteriores com vistos.
Em comunicado à Reuters, Artan disse que, apesar das circunstâncias, estava de bom humor e focado no próximo desafio.
"Gostaria de agradecer à Fifa e à CAF por todo o apoio e prometo manter meus padrões de arbitragem enquanto me concentro no futuro", disse.
"Quero agradecer à família do futebol pelas mensagens e desejar aos meus colegas todo o sucesso durante a Copa do Mundo, e espero me juntar a eles novamente em futuras competições."
A Federação Somali de Futebol (SFF) entrou em contato com a Fifa pedindo esclarecimentos urgentes.
Em entrevista à BBC, Andrew Giuliani, que lidera a força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, disse: "Embora eu não possa entrar nos detalhes negativos, posso dizer que foi a decisão correta da alfândega e da patrulha de fronteira, e eu apoio essa decisão."
Artan estava entre os 52 árbitros anunciados pela Fifa para atuar nas finais da Copa do Mundo no Canadá, México e EUA, que ocorre de 11 de junho a 19 de julho.
Artan tornou-se árbitro da Fifa em 2018 e já atuou na Copa Africana de Nações.

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