Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Prevenção e informação

8 argumentos para usar com quem não quer se vacinar contra a Covid

Seja por ideologia política, seja por desconhecimento, há um grupo de pessoas dizendo que não vai tomar o imunizante que pode protegê-las da doença

Publicado em 28 de Dezembro de 2020 às 22:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 dez 2020 às 22:01
Anvisa aprova uso emergencial das vacinas para o combate à Covid-19
As vacinas, antes de serem colocadas à disposição da população, passam por testes de segurança, eficácia e precisam de aprovação da Anvisa ou agência reguladora internacional reconhecida Crédito: Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress
Enquanto parte da população brasileira mostra-se ávida pela vacina contra a Covid-19 para poder retomar as atividades normais, parte apresenta uma conduta antivacina e não pretende tomar o imunizante quando estiver disponível no país. Seja por viés ideológico, seja por desconhecimento, o grupo se recusa a receber as doses que poderão prevenir a infecção pelo coronavírus, que já matou 4.996 pessoas apenas no Espírito Santo. Para estes que se opõem à imunização, A Gazeta ouviu especialistas, que relacionaram argumentos favoráveis à vacina. 
Elda Bussinguer, pós-doutora em Saúde Coletiva e professora da Faculdade de Direito de Vitória (FDV), faz apontamentos na área de saúde e jurídica que sustentam a relevância da vacinação. 
"A primeira questão importante é que vivemos em um mundo, cujo processo civilizatório só chegou até aqui também por conta da ciência. O conhecimento produzido tornou a nossa vida melhor, e isso inclui a vacina. A minha geração conhece milhares de pessoas que tiveram suas vidas e saúde comprometidas, o seu futuro, porque não existiam algumas vacinas, como a da poliomielite, que deixou tantas pessoas com paralisia", observa Elda, também articulista em A Gazeta.
O médico imunologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Daniel de Oliveira Gomes, acrescenta que, não bastassem os benefícios individuais, a pessoa que é imunizada também garante a proteção social.  "Vale a pena enfatizar que a vacina tem uma importância social muito grande. Além da proteção personalizada, quem se vacina contribui para a chamada imunidade de rebanho, e indivíduos que não podem ser vacinados são indiretamente protegidos", atesta.
Essas são apenas duas das justificativas apresentadas pelos especialistas. Elda Bussinguer e Daniel Gomes têm mais a dizer. Confira os argumentos que pode usar com aquelas pessoas que ainda não se convenceram.

É obrigatória no país

Desde o advento das primeiras vacinas, há grupos que se opõem a sua aplicação. Mas o que a história demonstra é que, ao longo dos anos, as vacinas garantiram a prevenção de doenças, reduziram o índice de mortalidade e de sequelas provocadas por agentes infecciosos que passaram a ser combatidos pelos imunizantes, a exemplo da paralisia infantil. Por outro lado, não há registro histórico de tragédias causadas por vacinas. 
Antes de serem disponibilizadas para a população, as vacinas passam por três fases de testes em humanos. Na primeira, o foco é a segurança, ou seja, é verificado se a substância provoca toxicidade ao organismo dos indivíduos. Vencida essa etapa, são realizadas outras duas, com grupos maiores de pessoas, para avaliar a eficácia da vacina, o que significa dizer que os testes vão apontar se o imunizante serve para prevenir a doença para o qual está sendo desenvolvido. Com uma abrangência maior,  a segurança do produto continua sendo avaliada. Quando os ensaios são concluídos, a vacina ainda é submetida à aprovação de uma agência reguladora, no Brasil representada pela Anvisa
À medida que a ciência está se desenvolvendo, o controle ético também fica maior. Há comitês de ética e pesquisa no mundo inteiro, inclusive no Brasil, que acompanham o desenvolvimento das vacinas e a sua segurança. São cientistas que avalizam o que está sendo produzido e não vão colocar em risco a sua credibilidade dando anuência ao que não é seguro.
Antes de mais nada, a vacina serve para proteger o indivíduo. A pessoa vai estar imune ao risco de se infectar ou desenvolver a doença, e de ter todos os problemas associados. No caso da Covid, a reação inflamatória no organismo varia bastante entre os pacientes, mas, além de afetar o aparelho respiratório, há registros de problemas cardíacos, neurológicos, motores e renais. Para prevenir a infecção pelo coronavírus, as pessoas deverão tomar duas doses. 
As pessoas que tomam vacina protegem a si, e também àqueles que, por problemas de saúde ou outra condição, não podem mesmo se vacinar. É a chamada proteção social, que só é garantida quando há uma cobertura vacinal mínima do público-alvo,  popularmente conhecida como imunidade de rebanho. Para a Covid, ainda não há uma estimativa sobre o percentual a ser alcançado, mas, para outras doenças,  tem sido de no mínimo 80%. Vale lembrar que, no caso da Covid, ainda não há vacinas para crianças e os adultos que forem imunizados vão protegê-las indiretamente. 
O movimento antivacina atual se posiciona sobretudo em relação ao imunizante da fabricante chinesa Sinovac, que estabeleceu parceria com o Instituto Butantan, do governo paulista, para o desenvolvimento da Coronavac. No entanto, o conhecimento científico hoje é globalizado, e determinar uma origem passa ao largo da intensa troca de experiências que os pesquisadores de vários países realizam. Além disso, a China, particularmente, é fornecedora de insumos para muitos medicamentos no Brasil, e um boicote aos produtos do país significaria deixar de ter uma infinidade de remédios.
Os institutos brasileiros envolvidos no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 - Butantan e Fiocruz - são reconhecidos internacionalmente por sua produção científica e contribuição à saúde pública do país.
Caso os argumentos de saúde não sejam suficientes, é importante ressaltar que a vacina no país é obrigatória. Há diversos dispositivos jurídicos que demonstram a sua obrigatoriedade, o que poderia levar os movimentos antivacina a serem criminalizados. Ninguém será procurado em casa e levado a um posto de vacinação, mas o Estado pode usar de outras estratégias como, por exemplo, impedir a participação em seleções públicas. 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
A guerra comercial por trás das estrelas Michelin: por que a gastronomia se tornou tão obcecada por prêmios
Binário entre a Rodovia do Sol e a Avenida Saturnino Rangel Mauro, em Vila Velha
Rodovia do Sol terá interdição nesta semana para retirada de asfalto
Imagem de destaque
Irã ameaça atacar forças dos EUA após Trump anunciar escolta a navios pelo estreito de Ormuz

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados