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Bastidores políticos

Erick Musso antecipou a própria reeleição temendo tomar pernada do governo

E mais: o climão entre Erick e Casagrande nesta segunda; governador pode mudar secretários no começo de 2020; TCES prepara projeto que mexe em estrutura de cargos comissionados

Publicado em 03 de Dezembro de 2019 às 08:30

Públicado em 

03 dez 2019 às 08:30
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Erick Musso, o Rei Moço da Assembleia Legislativa Crédito: Amarildo
Apeado da função de líder do governo Casagrande, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) confirmou em plenário nesta segunda o que antecipamos aqui na última quinta-feira (28). Na noite de terça (26), Casagrande e Erick se reuniram no Palácio Anchieta e trataram da eleição da Mesa Diretora. Casagrande queria que ela fosse realizada em agosto. Erick, em fevereiro. O presidente acabou fazendo-a na manhã seguinte, pegando o governo no contrapé. Afinal, por que tanta urgência por parte de Erick?
A única explicação possível é a seguinte: ele não quis assumir o risco de dar ao governo tempo para se articular. Temia que, com o mínimo tempo de preparação – dois meses que fossem –, o Palácio Anchieta fatalmente articularia e lançaria uma chapa alternativa à dele. A máquina possui um poder enorme de barganha sobre deputados, mais ainda em ano eleitoral, sobre aqueles que são pré-candidatos a prefeito e precisam de apoio político. Emendas parlamentares, cargos, demonstração de prestígio com o governo junto às bases…
Erick não quis dar tempo algum de reação ao governo para não se arriscar a perder para a máquina os votos certos que sabia ter hoje em plenário. Do ponto de vista objetivo, seu raciocínio foi correto e sua estratégia deu certo.

SURPRESA, NERVOSISMO E XIXI NA CAMA

Ainda sobre a sessão da reeleição de Erick, na última quarta-feira (27), vários deputados relatam que: 1) Até os aliados de Erick foram todos pegos de surpresa com a decisão do presidente de convocar a eleição da Mesa para aquela manhã; 2) Erick estava irreconhecível: uma pilha de nervos, muito mais nervoso que o habitual; 3) Para articular sua reeleição, ele chegou ao plenário por volta das 8h30, meia hora antes do início dos trabalhos, o que é raríssimo (muitas vezes ele só desce ao plenário com a sessão já iniciada). O deputado Hércules Silveira (MDB), quase sempre um dos primeiros a chegar, chegou a estranhar a presença do presidente ali tão cedo: “Ué, Erick! Mijou na cama?!?”

GANDINI INGRESSA EM OUTRO TRIBUNAL

Quase todos os deputados saíram da Assembleia nesta segunda-feira (2) diretamente para o Tribunal de Contas do Estado (TCES), a fim de prestigiarem a posse do novo presidente da Corte, o conselheiro Rodrigo Chamoun. Já o deputado Gandini (Cidadania) virou para o outro lado e dirigiu-se para outro Tribunal: o de Justiça do Estado (TJES), onde protocolou um mandado de segurança, com pedido de liminar, para que a sessão em que Erick foi reeleito seja anulada, por ausência de prévia e ampla divulgação da data da eleição para todos os deputados.

A ÚLTIMA MISSÃO DE ABOUDIB

Durante a solenidade de posse de Chamoun, o antecessor dele na presidência, Sérgio Aboudib, cumpriu a sua última missão no cargo – e uma das mais árduas e ingratas: separar, com seu físico modesto, Erick Musso e Renato Casagrande. Na mesa de autoridades, Aboudib ficou sentado exatamente entre eles, cuja relação não está nada boa desde a reeleição de Erick. Os chefes do Executivo e do Legislativo trocaram um cumprimento protocolar no início, e só. Não tiveram nenhum tipo de interação, nem quando Aboudib discursou e eles ficaram sem nenhum corpo entre si. Torta de climão.
Casagrande, Sérgio Aboudib e Erick Musso Crédito: Colaborador da coluna

ESTÃO SE EVITANDO

Na tarde da última quarta-feira (27), logo após a reeleição surpresa de Erick, houve um evento realizado pela Associação dos Municípios Capixabas (Amunes) em um cerimonial de Itaparica. Erick palestrou para prefeitos. Casagrande fez o mesmo no fim da tarde, mas só depois que o presidente da Assembleia já tinha ido embora.

MUSSO COM EDER; CASAGRANDE, COM LUCIANO

Durante a posse de Chamoun, nesta segunda, o escape de Erick foi o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, sentado a sua esquerda, com quem passou boa parte do tempo conversando ao pé do ouvido. Antes do início da cerimônia, Casagrande preferiu sentar-se ao lado de Luciano Rezende (Cidadania), um de seus principais aliados, com quem ficou a conversar. Bem longe de Erick Musso.
De costas, Luciano Rezende conversa com Renato Casagrande Crédito: Natalia Devens

A PROPÓSITO… E NO DOMINGO?

Marcando posição ao lado de Casagrande no TCES, o prefeito de Vitória não compareceu à inauguração da Avenida Leitão da Silva, no domingo. A ausência chamou a atenção – até porque Luciano costumava se queixar bastante da demora nessa obra durante o governo Paulo Hartung.

RESPOSTA OFICIAL

A Prefeitura de Vitória informou que, conforme o próprio governador justificou no evento, a data da inauguração foi mudada de 24/11 para 1/12. Com isso, o evento coincidiu com um compromisso familiar do prefeito, que foi representado por seu vice, Sergio Sá (do PSB, partido do governador) e por seu secretariado.

CASAGRANDE PESADO

Voltando à cerimônia no TCES, normalmente simpático e bem mais leve, Casagrande estava visivelmente tenso, com semblante carregado, durante a posse de Rodrigo Chamoun, Nem a piadinha com que abriu sua breve fala, para quebrar o gelo (algo sobre o Flamengo), teve o efeito desejado por ele. Não foi seu melhor momento.

PROJETO PARA MUDAR CARGOS NO TCES

Empossado para presidir o TCES pelo próximo biênio, Rodrigo Chamoun prepara um projeto de lei complementar que mexerá na estrutura de cargos comissionados da Corte de Contas, incluindo funções de chefia e de assessoramento.

MUDANÇAS NO SECRETARIADO

Atenção: é possível que ocorram mudanças no secretariado de Casagrande no início de 2020 – e não só por causa das eleições municipais, já que secretários que queiram concorrer, como Bruno Lamas (PSB), só precisarão se desligar do cargo em abril. Algumas trocas podem se dar por desempenho mesmo. Casagrande está avaliando com lupa a performance de cada um neste primeiro ano de governo. Ainda não há nomes definidos.

Cena Política: "Um presidente feliz"

Na cerimônia de passagem de bastão, ao convidar Sérgio Aboudib para discursar, Rodrigo Chamoun chamou o colega e antecessor na presidência do TCES de “presidente em exercício”. O público estranhou e deu risadas. Chamoun se corrigiu: “É ‘presidente’ mesmo. Sem nenhum golpe...” Aboudib não perdeu a piada: “Pode me chamar de presidente feliz”. Feliz por transmitir o cargo, hehehe…

Sérgio Aboudib

Vitor Vogas

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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