Sair
Assine
Entrar

"Pressão pelo corpo perfeito"

Carol Narizinho afirma que foi humilhada e assediada no Pânico

A modelo e atriz de 30 anos diz que sofreu com inúmeras humilhações enquanto assistente de palco do programa na Band (2012-2013). Segundo ela, não foram poucas as vezes em que a diretoria do humorístico as criticava por causa do corpo.

Publicado em 20 de Janeiro de 2021 às 18:19

Publicado em 

20 jan 2021 às 18:19
Carol Narizinho, 30, diz que sofreu com inúmeras humilhações enquanto assistente de palco do programa Pânico na Band
Carol Narizinho, 30, diz que sofreu com inúmeras humilhações enquanto assistente de palco do programa Pânico na Band Crédito: Reprodução/Instagram @carolnarizinho
A modelo e atriz Carol Narizinho, de 30 anos, diz que sofreu com inúmeras humilhações enquanto assistente de palco do programa Pânico na Band (2012-2013). Segundo ela, não foram poucas as vezes em que a diretoria do humorístico as criticava por causa do corpo.
"Tinha muita pressão para ter o corpo perfeito. Toda semana antes de entrar no ar, o diretor ia ao camarim, apontava os nossos defeitos na frente uma da outra, dizia quem estava gorda, com celulite. Uma vez, ele me falou, na frente de fãs, que eu estava com celulite e que a minha bunda estava cheia de buraco. Já o vi humilhar meninas por ter estrias ou por estar com o cabelo feio", disse ela em entrevista à revista Quem.
Até por conta dessa pressão pelo corpo perfeito que ela começou a fazer uso de anabolizantes. E os reflexos disso podem ser sentidos até hoje. "Entrei em muitas neuras. Comecei a fazer dietas absurdas, que me deixaram traumatizadas. Antes do Pânico, também fiz uso de anabolizantes porque queria o corpo dos sonhos. Carrego até hoje os danos no corpo. A voz modificou, tive muita queda de cabelo, excesso de suor e espinhas", lembrou.
A ex-assistente de palco, que tinha de ficar de biquíni o tempo todo e participar de provas consideradas machistas, conta que também sofreu assédio nos bastidores. "Sofri muito assédio nos bastidores da TV. Muitas pessoas com cargos maiores tentaram me comprar de alguma forma. Tentavam me convencer a fazer tal coisa, convidavam para vinho. Diretores davam algumas indiretas de coisas que poderia fazer para conseguir algo melhor, mas nunca me submeti a isso."
De acordo com a atriz e modelo, nessa época recebeu diversas propostas indecentes até de pessoas de fora da televisão. "Propostas milionárias que se eu tivesse aceitado estaria com uma vida de rainha hoje em dia. Não julgo quem faz, o corpo é dela e ela faz o que quiser."
A Band disse que não costuma comentar temas desse tipo e afirma que a produção era independente da emissora. Emilio Surita, líder da atração, e o diretor da época, Allan Rapp, não responderam às solicitações.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Kassio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Nunes Marques vai relatar ação de Bolsonaro para anular pena
Imagem de destaque
Motociclista morre em acidente com dois carros na Serra
Viaturas da Polícia Militar, PM
Casal é preso em Santa Teresa após morte de criança em MG

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados