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Retrospectiva

10 fatos bons de 2020 no entretenimento para inspirar um 2021 incrível

Da solidariedade de artistas a representatividade nos reality shows e cinema, o ano de 2020 ensinou bastante coisa e marcou a vida dos capixabas

Publicado em 27 de Dezembro de 2020 às 17:04

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 dez 2020 às 17:04
Lives solidárias como a de Marília Mendonça, Thelma Assis vencer o BBB 20 e capixabas como Morenna ganharem destaque marcaram 2020
Lives solidárias como a de Marília Mendonça, Thelma Assis vencer o BBB 20 e capixabas como Morenna ganharem destaque marcaram 2020 Crédito: Montagem/A Gazeta
2020 foi um ano de fatos fortes, em sua maioria tristes. Marcado pela pandemia do novo coronavírus, o fim da década viu todo o cenário cultural mudar e sua importância nunca foi tão prestigiada.
Apesar da morte de muitos artistas - como Aldir Blanc, Moraes Moreira, Nicette Bruno, Chadwick Boseman, Zé do Caixão, Tom Veiga, Vanusa, entre outros -, o ano encerra com bastante coisa boa e importante acontecendo no mundo do entretenimento.
Os próprios artistas mostraram isso ao realizar shows ao vivo e gratuitos para manter a população em casa em meio a quarentena. Um grande exemplo de solidariedade, uma vez que muitos destes shows contavam com doações a instituições carentes.
Capixabas também não fizeram feio e bombaram na música e cinema. Estes são apenas alguns dos 10 fatos que o Divirta-se reuniu para mostrar que 2020 também foi um ano bom e com fatos que podem se repetir em 2021.

Crescimento do streaming

O ano não foi só de tragédias. A solidariedade mostrou muito o seu lado. Artistas do país inteiro tiraram seu tempo livre para apresentar seus trabalhos, em peças e shows, gratuitamente. Tudo para manter a população em casa. Marília Mendonça (foto) foi a que mais reuniu espectadores ao mesmo tempo e conseguiu arrecadar toneladas de alimentos doadas a projetos sociais. Outros artistas seguiram a trajetória e ajudaram até a galera da graxa, ou roadies, que coloca os grandes espetáculos de pé e ajudam no entretenimento da população. Quer mais artistas que entraram na onda das lives? Caetano Veloso, Gusttavo Lima, Jorge e Mateus, Lady Gaga, Elton John, Maiara e Maraísa, Teresa Cristina, Péricles, Alcione, Roupa Nova e etc.
Por falar em lives, uma destas apresentações marcou o retorno de Elias Belmiro à música. O capixaba, que teve a história de superação já contada em A Gazeta e mostrada recentemente no "Fantástico", mostrou que sua reabilitação segue muito bem. Após seis meses sóbrio, ele realizou uma live, em agosto, para mostrar que tem todas as condições de voltar a tocar o violão com maestria. Além disso, a live ajudou a arrecadar dinheiro para ajudar no seu tratamento contra o álcool e o de outras pessoas. Parte das doações foram para a organização que o ajudou.
O ano também foi de destaque para os capixabas. Tivemos ótimos representantes em festivais importantes e até ganhando prêmios, como a pequena Olívia Tebaldi (foto). Aos 9 anos, venceu quatro prêmios internacionais de piano só em 2020. Ela vai na mesma linha do jovem Estevão Medeiros Gomes. Com 11 anos, o morador de Vitória participou de prêmios de Portugal e Finlândia de forma virtual. Quer mais premiados? A fotógrafa capixaba Janaína Brasil venceu o concurso Birth Fotograph Image Competition, organizado pela Associação Internacional de Fotos Profissionais de Nascimento, localizada nos Estados Unidos. A arquiteta Natalia Scarpati ganhou o Brasil Design Award, o prêmio mais abrangente do design nacional.
Talento é o que não falta no Espírito Santo. Tanto que a rádio Litoral FM apresentou a dupla Thiarlys e Melina aos capixabas, que gostaram do que ouviram. Os integrantes, de Alfredo Chaves e Iconha, venceram 576 candidatos no reality musical. A música e clipe da dupla deve sair em breve para animar os fãs conquistados.
Quando a gente fala de talento capixaba na música, a gente abre até um tópico só para o rap. Além de César MC, que já tinha uma carreira consolidada no nicho e estourou em 2019 com "Canção Infantil", outros nomes apareceram neste ano de 2020. O primeiro é MC Dudu. O jovem de Itararé virou a aposta da Som Livre neste ano e trouxe o aguardado álbum "Acídia", conseguindo ainda mais ouvintes e milhões de plays nas plataformas digitais. Não podemos esquecer de PTK e Morenna (foto). Enquanto o jovem Patryck Mateus, de 22 anos, é só ascensão no streaming, com milhões de plays nos vídeos, a mocinha, contratada pela Warner Music, fez seu primeiro lançamento pela gravadarora há dois meses. "VideoGame" chegou com toda pompa e ótimo retorno para a capixaba.
Mas nem só de novos nomes o 2020 se fez. Quem diria que neste ano de pandemia poderíamos ver o retorno de grupos que estavam sem lançamentos ou em hiato há alguns anos. Melhor ainda, é quando você repara que são monstros do rock. Evanescense, AC/DC (foto), System of a Down e Bob Dylan são apenas alguns nomes que retornaram com trabalhos inéditos em 2020. O mais legal é que nenhum deles perdeu a essência do que era feito anos atrás. No Brasil, artistas que lançaram discos após um tempo sem canções inéditas foram Fernanda Porto, Frejat, Alcione e Toquinho.
Em 2020, a representatividade também deu seu nome. Ela foi mostrada nos três reality shows de maior audiência do país, que foram vencidos por negros. Thelma Assis (foto), Jordana Gleise de Jesus Menezes e Victor Alves mostraram trajetórias coesas e ganharam a simpatia do público do "BBB 20" (Globo), de "A Fazenda 12" (RecordTV) e "The Voice Brasil" (Globo), que deu a elas os prêmios milionários. Thelminha fez tanto sucesso que, além de médica, virou digital influencer e possui um quadro no programa "É de Casa" (Globo). Já Jojo Toddynho "concluiu a sua tese" e curte o momento em reuniões familiares, divulgando o single "Dominada" - parceria com MC Dublack e DJ Batata lançada durante o confinamento - e elaborando o projeto social para crianças de Bangu (RJ). O morador de Duque de Caxias (RJ) ganhou o contrato com a Universal Music e em breve deve lançar músicas autorais. Inclusive, Iza é uma das que querem gravar com o rapaz.
2020 também foi o ano do audiovisual no Espírito Santo com a estreia da maior produção da história do cinema capixaba. "O Cemitério das Almas Perdidas" (foto), de Rodrigo Aragão teve orçamento de R$ 2,1 milhões provenientes do Fundo Setorial de Cinema e financiamento do governo do Espírito Santo, por meio do Funcultura. O longa estreou no drive-in do Belas Artes, em São Paulo, com ótimas críticas. Na sequência, ele entrou no circuito on-line do "Cinefantasy- Festival Internacional de Cinema Fantástico" e parou até no "Buenos Aires Rojo Sangre", um dos maiores festivais de cinema fantástico da América Latina, que chegou a sua 21ª edição em formato virtual, por conta da Covid-19. O longa contou com elaborados efeitos especiais, grandes cenários, cenas com muitos figurantes, e, claro, o Livro de São Cipriano. A câmera usada foi a moderna Arri Alexa, muito comum em produções hollywoodianas. Além da produção de Aragão, curtas capixabas foram destaque em festivais e mostras nacionais. Tivemos obras selecionadas para mostras virtuais do Sesc SP, Itaú Cultural e até uma websérie feita por alunos da Ufes foi parar no Rio Webfest (maior festival de webséries do mundo). Um viva à produção capixaba.
A diversidade e representatividade também teve vez no cinema. A obra sul-coreana "Parasita" (foto) fez história no Oscar 2020 ao se tornar o primeiro filme a conquistar os prêmios de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Filme em uma edição do prêmio, além das estatuetas de Melhor Direção (Bong Joon-ho) e Melhor Roteiro Original. Foi a primeira vez que o Oscar mais cobiçado da noite foi para um filme falado numa língua que não o inglês. Tudo isso reforça o trabalho de crítica feito desde 2015 quando a hashtag "OscarSoWhite" invadiu a internet. Naquele ano, nenhum ator indicado ao prêmio era negro.
Por ser um ano de pandemia, por que não falar de algo que ajudou as pessoas a passarem o tempo em casa? Além das lives dos artistas, as plataformas de streaming tiveram crescimento absurdo em 2020. Com o isolamento exigido pelos governos, os streamings foram grande companhia para a população, mostrando o nicho certo de mercado. De olho nisso, estúdios de cinema, como a Warner e a Disney, iniciaram uma mudança no sistema de distribuição da indústria do cinema trazendo obras como "Mulher-Maravilha 1984" e "Mulan" diretamente para o on-demand, sem precisar ir para salas de exibição. Novas plataformas também apareceram como o tão esperado Disney +, o PlutoTV, Funimation, entre outras. Em 2021, fica a promessa da chegada de mais plataformas do gênero - inclusive gratuitas - e facilidade para a população.

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