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Saúde

Medo do coronavírus? Saiba como controlar a ansiedade provocada pelo surto

Qualquer que seja a doença que causa o medo, quase sempre desproporcional, é preciso buscar conhecimento sobre a enfermidade e suas probabilidades reais

Publicado em 09 de Fevereiro de 2020 às 13:00

Públicado em 

09 fev 2020 às 13:00

Colunista

Medo Crédito: Divulgação
Com o surgimento de epidemias como a do novo coronavírus, proveniente da China, os brasileiros ficam em alerta constante. Essa situação de apreensão, porém, muitas vezes, pode vir acompanhada de um medo desproporcional de ficar doente ou até mesmo de um medo da morte.
O medo é um sentimento natural do ser humano, o qual é extremamente importante, pois nos protege em várias situações de perigo iminente. Contudo, existe o que chamamos de medo “normal” e o que seria considerado um medo patológico. O medo normal considera as probabilidades estatísticas, não traz grandes prejuízos à vida dos indivíduos e serve como proteção a perigos reais.
O medo patológico é um medo que passa a determinar nossas ações, ou seja, para tomarmos qualquer atitude, o medo é “consultado”. O que ocorre, então, é que, na maior parte das vezes, passamos a evitar diversas situações ou a buscar aconselhamento a todo momento.
Especificamente, em relação ao medo ou ansiedade por doença, o indivíduo está sempre preocupado de ter ou adquirir alguma doença. A partir disso, a pessoa fica com a sua atenção mental concentrada em reconhecer os possíveis sintomas de determinada doença, torna-se hipervigilante, fica mais ansiosa e, então, apresenta sensações autossugestionáveis em razão da ansiedade, na realidade.
Nesses casos de ansiedade por doença, o indicado é que esses indivíduos enfrentem os seus medos, seja buscando conhecimento sobre a doença e suas probabilidades reais, seja levando em conta os exames realizados que não deram nenhum diagnóstico, seja cuidando da sua saúde ao fazer exercícios físicos e tendo uma alimentação saudável.
Dessa forma, o foco torna-se a saúde e não a doença. No caso do novo coronavírus, os indivíduos devem estar ligados nas estatísticas atuais (até quinta-feira não havia nenhum caso confirmado no Brasil) e, assim, devem tomar as precauções que estão no seu controle como lavar as mãos, evitar contato próximo com pessoas resfriadas, entre outras. Preocupações funcionais, com foco na saúde e não na doença.
*A autora é psicóloga

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