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Opinião da Gazeta

Roubos e furtos sem punição mostram que o crime compensa

Autoridades de segurança pública precisam repetir os êxitos da última década no combate aos crimes contra a vida na repressão a crimes patrimoniais. Auditoria do Tribunal de Contas mostrou que índice de soluções nesses casos ainda é muito baixo

Publicado em 14 de Junho de 2023 às 01:00

Públicado em 

14 jun 2023 às 01:00

Colunista

Algema
Roubo e prisão Crédito: Reprodução/TV Globo
O Espírito Santo, é fato conhecido, conseguiu nos últimos 15 anos implementar políticas públicas que atravessaram governos e reduziram sistematicamente o número de homicídios. Ainda é possível melhorar o cenário, as mortes violentas continuam ano após ano, mas não se pode negar o avanço.
A mesma evolução não foi testemunhada  no combate aos crimes patrimoniais. De acordo com uma auditoria  realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES), casos de roubos, furtos, extorsão e estelionato representam  51% das ocorrências policiais, com estelionato/fraude e roubo a pessoa em via pública sendo os mais recorrentes.
No último caso, ocorrências que abalam a sensação de segurança, porque além das perdas financeiras, as abordagens criminosas fazem as pessoas temerem pela própria integridade física.
Resultado: a população evita estar na rua por medo, deixando de lado atividades físicas e de lazer ao ar livre, por exemplo. Deixa de frequentar o comércio local, evita bares e restaurantes. Os crimes contra o patrimônio têm impacto direto na qualidade de vida, o que inclui o próprio desenvolvimento econômico e social.
Quem tem um celular ou um veículo roubado quer ver a eficiência da polícia. A mesma auditoria do Tribunal de Contas analisou 120.364 ocorrências registradas em 2021 e concluídas até outubro de 2022. Apenas 2.879 (2,4%) delas tiveram algum procedimento encerrado e encaminhado à Justiça. É um percentual quase irrelevante de eficiência, o que faz o crime compensar.
A Polícia Civil, responsável pelas investigações desses casos, divulgou nota na qual reforçou a queda dos crimes contra o patrimônio nos últimos anos. "Cabe destacar que os dados apontam, de 2018 a 2022, redução em todos os tipos de ocorrências contra o patrimônio, sendo o estelionato a única modalidade com aumento, principalmente em ambiente online".
Mas uma das estratégias para a redução das ocorrências é solucionar esses crimes, quando eles acontecem, para inibir a ação criminosa, com a punição dos criminosos mais atuantes ou violentos, para servirem de exemplo. Assim como mais policiamento nas ruas para evitá-los. Com menos furtos e roubos, o que vai aumentar significativamente é a sensação de segurança.

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