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Opinião da Gazeta

Afogamento é tragédia que pode ser evitada com conscientização

As carências na segurança, com praias e outros espaços de lazer nem sempre com guarda-vidas, são um problema. O poder público não pode ser omisso. Mas é fato também que esses profissionais não podem estar em todos os lugares o tempo todo

Publicado em 04 de Janeiro de 2023 às 00:45

Públicado em 

04 jan 2023 às 00:45

Colunista

Afogamento
Homem morre afogado ao entrar em rio em outubro Crédito: Corpo de Bombeiros
O verão faz as temperaturas subirem e o desejo por um mergulho refrescante crescer. Famílias inteiras buscam seu espacinho na água, e nesse caso vale tudo: mar, rio, lagoa, cachoeira, piscina. Mas a estação mais quente do ano também é um período que vê crescer os afogamentos, como mostrou o noticiário do último final de semana do ano. Na maior parte dos casos, as vítimas eram crianças.
Em Conceição da Barra, um menino de 11 anos desapareceu no mar na sexta-feira (30) e seu corpo só foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros no sábado (31). Na Serra, outro garoto de 12 anos que brincava com os amigos desapareceu após pular da ponte de Nova Almeida e também só teve o corpo encontrado no dia seguinte. Em Cachoeiro, também no último dia do ano, um garoto de 7 anos morreu no Rio Itapemirim
As carências na segurança, com praias e outros espaços de lazer nem sempre contando com guarda-vidas ao longo do dia, são um problema. O poder público não pode ser omisso. Mas é fato também que esses profissionais não podem estar em todos os lugares o tempo todo. A conscientização da população, portanto, é parte fundamental para evitar acidentes nos momentos de lazer.
No caso de crianças, não é fácil conter o espírito desbravador, mas é o tipo de conversa que os pais precisam ter com os filhos. No Brasil, as estatísticas apontam que quatro crianças morrem afogadas por dia. As escolas também têm um papel fundamental na construção dessa cultura do cuidado.
Já no que diz respeito a todas as faixas etárias, o ano de 2022 registrou um aumento de 19% nas ocorrências de afogamento entre janeiro e a primeira quinzena de novembro no Espírito Santo em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Corpo de Bombeiros. Foram 134 mortes em 2022, ou um afogamento a cada dois dias, em média. Perdas que, em muitos casos, poderiam ser evitadas com atenção e prudência. 
O Corpo de Bombeiros alerta que o maior risco está em lagos, lagoas e represas. Justamente por serem águas aparentemente mais calmas que as do mar, as pessoas tendem a se arriscarem mais, expondo-se aos riscos desses locais. No geral, vale evitar nadar em espaços não sinalizados, sobretudo na ausência de guarda-vidas. Praias desertas também devem ser evitadas, principalmente por quem não tem experiência. Aprender a nadar, inclusive, deveria ser uma etapa obrigatória na vida das crianças.
O verão é um período de festa, em que todos querem aproveitar as férias dentro d'água. Mas é possível fazer isso com a devida cautela, sem o consumo excessivo de álcool, e com atenção máxima às crianças. O fim do ano foi trágico para pelo menos três famílias do Estado, com perdas irreparáveis. É preciso conscientização e cuidado, com os devidos aparatos do poder público, para que o verão só produza boas memórias.

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