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Negócios

O que muda após venda da Kopenhagen e da Brasil Cacau para a Nestlé

Marcas afirmam que sabores de chocolates não mudarão e que número de lojas pelo país deve triplicar; negócio, anunciado na madrugada desta quinta (7), só deve ser finalizado em 2024

Publicado em 07 de Setembro de 2023 às 15:41

Agência FolhaPress

Publicado em 

07 set 2023 às 15:41
SÃO PAULO – A confirmação de que a Nestlé deu início ao processo de compra da Kopenhagen e da Brasil Cacau veio na madrugada desta quinta-feira (7), mas a conclusão do negócio deve ficar para próximo ano.
Para os consumidores das três marcas, portanto, nada muda por enquanto. Para os próximos anos, porém, muito mais lojas Kopenhagen, Brasil Cacau e unidades do Kop Koffee serão encontradas pelo Brasil.
A previsão de conclusão do negócio deve ficar somente para 2024 e, até lá, a aquisição deverá ser analisada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Entre os produtos mais conhecidos da Kopenhagen estão o Língua de Gato, o Nhá Benta, o Chumbinho, o Cherry Brand e o Lajotinha
Entre os produtos mais conhecidos da Kopenhagen está o Língua de Gato  Crédito: Divulgação
Veja o que se sabe até agora sobre o futuro das marcas
QUAIS MARCAS SERÃO COMPRADAS PELA NESTLÉ?
Kopenhagen, Brasil Cacau e Kop Koffee
QUAL A DIFERENÇA ENTRE ELAS?
A Kopenhagen nasce no fim dos anos 1920 como um negócio familiar, vendido para o Grupo CRM em 1996. Tem 760 lojas e compartilha cerca de 2.000 funcionários com as outras marcas.
Entre seus produtos mais conhecidos são o Língua de Gato, o Nhá Benta, o Chumbinho, o Cherry Brand e o Lajotinha. É o principal nome nacional de chocolates finos ou considerados premium.
A Brasil Cacau é lançada em 2009, como um braço de chocolates mais populares do grupo. A produção é feita na mesma fábrica da marca principal. Tem em seu portfólio variações dos sucessos da Kopenhagen. O Nhá Benta, por exemplo, o doce com recheio de marshmallow, é batizado de Dinda na empresa irmã.
O primeiro Kop Koffee foi inaugurado em 2019. Atualmente, o grupo tem duas lojas próprias e outras quatro franquias. Além de cafés e chocolates, vende sorvetes que usam chocolates da marca principal, salgados e sanduíches.
O SABOR DE MEUS CHOCOLATES PREFERIDOS VAI MUDAR?
As marcas garantem que não. Apesar da compra, Kopenhagen e Brasil Cacau seguirão como unidades de negócio independentes. Receitas centenárias consolidadas na marca principal, especialmente, deverão ser mantidas.
Renata Moraes Vichi, que hoje comanda o Grupo CRM, seguirá no cargo. Na rede social profissional LinkedIn, ela escreveu que o grupo vai trabalhar de maneira autônoma.
QUANTAS NOVAS LOJAS SERÃO INAUGURADAS?
Até 2026, Brasil Cacau, Kopenhagen e Kop Koffee chegarão a 3.000 lojas, quase o triplo do que existe hoje.
HAVERÁ CONTRATAÇÃO OU DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS?
As novas empresas da Nestlé têm juntas cerca de 2.000 funcionários. As envolvidas com o negócio ainda não disseram se o processo de sinergia dos negócios, durante o qual são identificados meio de dar eficiência à gestão, pode resultar em cortes. Na fábrica do Grupo CRM em Extrema (MG), cerca de 1.100 pessoas trabalham na fabricação dos produtos Kopenhagen e Brasil Cacau.
QUANDO A NESTLÉ PAGARÁ POR KOPENHAGEN, BRASIL CACAU E KOP KOFFEE?
Os valores do negócio não foram divulgados. O Grupo CRM deverá fechar 2023 com um faturamento de R$ 1,7 bilhão.
POR QUE A NESTLÉ SE INTERESSOU PELAS MARCAS?
A aquisição das marcas do Grupo CRM ajuda a Nestlé a fortalecer sua participação na categoria de chocolates, além de diversificar o mix de produtos.
Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil, diz que o negócio permitirá a aceleração do segmento de maior valor agregado.
O NEGÓCIO PODERÁ SER VETADO PELO CADE (CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA), COM ACONTECEU COM A COMPRA DA GAROTO PELA NESTLÉ?
A possibilidade existe, mas o veto é improvável, segundo especialistas, devido ao tipo de mercado ocupado por Kopenhagen e Brasil Cacau. Em geral, a preocupação do órgão antitruste é com a concentração de mercado na mão de uma única empresa.

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