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Após veto a reajuste

Ministério da Justiça tenta criar auxílio para famílias de policiais

Benefício seria para familiares de policiais federais mortos ou que tenham se aposentado por invalidez, mas há resistência do Ministério da Economia

Publicado em 20 de Agosto de 2022 às 11:53

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 ago 2022 às 11:53
  • Marianna Holanda, Raquel Lopes e Idiana Tomazelli

BRASÍLIA - O Ministério da Justiça e Segurança Pública busca criar um auxílio para contemplar famílias de policiais federais, rodoviários federais e penais mortos ou que tenham se aposentado por invalidez.
A medida é discutida num momento em que as categorias estão insatisfeitas com o governo, após o descumprimento da promessa de reajuste e reestruturação das carreiras.
Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF): auxílio teria custo de R$ 6,5 milhões ao ano Crédito: Tomaz Silva / Agência Brasil
Para integrantes da pasta, o auxílio seria um importante gesto aos policiais, que são considerados integrantes da base de eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição.
O pedido do Ministério da Justiça ao Ministério da Economia é de abril deste ano. A intenção é que ele fosse executado já em 2022, ao custo de R$ 6,5 milhões ao ano.
Integrantes da pasta do ministro Anderson Torres alegam que o valor não seria usado na íntegra, e que, politicamente, seria importante para o governo.
Por outro lado, o auxílio encontra resistências na Economia. A equipe do ministro Paulo Guedes afirma que é preciso haver compensação para a criação de uma despesa permanente para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Essa compensação precisaria ser um corte permanente de outra despesa ou um aumento de receitas.
Durante o governo Bolsonaro, as associações representativas dos delegados, peritos e agentes federais lutaram pela reestruturação na carreira dos policiais, algo que não ocorreu.
O reiterado descumprimento de promessas pelo governo fez as associações publicarem notas, nos últimos meses, criticando o governo e diretamente Bolsonaro. Em uma delas, disseram que o presidente promove "descaso", "abandono" e "menosprezo" aos integrantes das forças de segurança.
Bolsonaro também chegou a prometer a concessão de aumento de 5% a todas carreiras federais, o que descartaria a reestruturação prometida às categorias federais da segurança pública. Mas isso também não ocorreu.
Atualmente, policiais que atuam na Força Nacional têm direito a uma indenização de R$ 100 mil no caso de invalidez incapacitante para o trabalho. A família também tem direito ao mesmo valor em caso de morte desse agente.
Os policiais federais, rodoviários federais, civis e militares que estiverem atuando na Força Nacional podem ser contemplados com esse auxílio. Nesse caso, a fonte de recurso é o Fundo Nacional de Segurança Pública.
A menos de 45 dias da eleição, Bolsonaro está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. O mais recente Datafolha, divulgado na quinta-feira (18), mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 15 pontos de vantagem sobre Bolsonaro.
O petista tem 47% ante 32% do chefe do Executivo no primeiro turno.

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