Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Indústria teme aumento de custos e quer rediscutir MP da conta de luz
Energia

Indústria teme aumento de custos e quer rediscutir MP da conta de luz

Medida provisória foi assinada pelo presidente Lula na última quarta-feira (21) e atende famílias de baixa renda

Publicado em 22 de Maio de 2025 às 13:05

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 mai 2025 às 13:05
BRASÍLIA - Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar MP (medida provisória) que reforma o setor elétrico e amplia a isenção da conta de luz para 60 milhões de pessoas de baixa renda, grandes consumidores demonstraram preocupação com a perspectiva de que vão ficar com boa parte dos custos da iniciativa.
O governo buscou defender nesta quarta-feira (21) que não seriam as famílias de classe média, mas sim os grandes consumidores do chamado mercado livre (onde estão grandes comércios, como shopping centers e indústrias) os responsáveis por pagar a política voltada aos mais pobres.
Entre especialistas, o efeito exato para cada grupo ainda não está claro. Enquanto o impacto para a indústria é considerado certo, é mencionada a chance de uma consequência neutra para os consumidores residenciais não contemplados com a isenção —a depender do desenho final do pacote.
Hoje, os subsídios setoriais na conta de luz são em grande parte bancados pelo chamado mercado regulado, onde estão as famílias, enquanto o mercado livre tem mais alívio. Com as mudanças, o governo busca tornar mais equânime a distribuição de custos.
Apesar de ainda não ter tido acesso ao texto final da MP, a Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres) afirma que as mudanças podem ser positivas para a baixa renda, mas por outro lado podem fazer o custo da indústria subir e levar a uma elevação de preços aplicados à própria população.
Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, afirma que as indústrias instaladas no Nordeste podem ter no longo prazo um aumento de até 200% na chamada CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que abriga os subsídios.
"O pequeno consumidor de energia é também o pequeno consumidor de cesta básica, de leite, de carne. É uma discussão para ampliar o benefício [da isenção] para se atender a essas pessoas, mas também não aumentar o preço das coisas", disse.
Para ele, a CDE precisaria funcionar com a lógica de uma alíquota tributária efetiva. Com isso, um percentual equivalente a 6% a 8%, por exemplo, seria aplicado aos consumidores em geral – sendo que, segundo ele, da maneira que está se propondo, a indústria ficaria com um percentual bem superior aos demais.
Conta de luz, energia elétrica, iluminação
Conta de luz, energia elétrica, iluminação Crédito: Divulgação
A Frente Nacional dos Consumidores de Energia disse considerar fundamental que as políticas públicas promovam maior acesso da população à energia elétrica, em especial para o público de baixa renda. "Contudo, até o momento, não estão claros todos os impactos que as medidas apresentadas pelo governo vão causar sobre todos os consumidores e sobre a economia", afirma, em nota.
"Questões cruciais da operação, da governança e da formação de preço não foram tratadas no texto. Para além de uma visão imediata, esperamos maior clareza sobre os efeitos de médio e longo prazo que a medida provisória pode trazer", diz a entidade.
O diretor-presidente da ABCE (Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica), Alexei Vivan, afirmou que há vários pontos positivos, como a redução de subsídios às fontes incentivadas (como eólicas e solares) – algo visto hoje como desnecessário.
"Porém, a MP merece reparos, ao usar os demais consumidores de energia para fazer política pública voltada à população de baixa renda. [A isenção] terá que ser paga pelos demais consumidores, incluindo a classe média", afirma.
"Ou seja, mais um subsídio, que impactará os preços da energia também no mercado livre, onde estão a indústria e o setor produtivo", diz. "Torçamos para que as distorções sejam corrigidas no Congresso Nacional".

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Quartel da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES)
Laudo da Defesa Civil aponta problemas estruturais em Presídio Militar do ES
Imagem de destaque
Restaurante famoso de Vila Velha decide não abrir mais à noite
Café conilon cultivado em Linhares
O El Niño e o agronegócio do Espírito Santo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados