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Mercados

Em reação ao coronavírus, Bolsas de Ásia, Europa e petróleo caem

Apesar de só abrir às 10h, expectativa é que o Índice Bovespa também opere em queda por conta do avanço do coronavírus ao redor do mundo

Publicado em 12 de Março de 2020 às 08:27

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 mar 2020 às 08:27
A OMS declarou que o coronavírus é uma pandemia global Crédito: geralt | Pixabay
Com a pandemia de coronavírus decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e com a notícia de que os Estados Unidos não receberão voos da Europa pelos próximos 30 dias – com exceção do Reino Unido, os mercados internacionais, que já vêm tendo uma semana conturbada, sofrem com mais baixas no começo desta quinta-feira, 12. Apesar de só abrir às 10h, a expectativa é que o Índice Bovespa também opere em queda por conta do avanço do coronavírus
As Bolsas da Ásia fecharam em queda generalizada. O Shangai composto, da China, fechou em -1,52%, e o menos abrangente Shenzhen Composto -2,20%. Segundo comunicado de reunião do Conselho Estatal, a China vai reduzir os compulsórios bancários mais uma vez, a exemplo do que fez em janeiro, para impulsionar o crédito a pequenas e médias empresas afetadas pelo coronavírus.
O japonês Nikkei fechou em -4,41%, atingindo o menor patamar desde abril de 2017 e adentrando "bear market", o que significa que o índice acionário japonês acumulou perdas de mais de 20% desde seu pico mais recente.
Hong Kong teve variação de -3,66% encerrando o pregão também no menor nível desde abril de 2017. O Kospi, da Coreia do Sul, -3,87%, patamar mais baixo desde agosto de 2015, e Taiwan, -4,33%.
Na Europa, o cenário não é nada diferente. Pelos mesmos motivos, os mercados do velho continente têm pesadas perdas nos primeiros momentos do pregão desta quinta. Nas próximas horas, investidores esperam que o Banco Central Europeu (BCE) tome uma série de medidas de estímulos, em reação ao coronavírus.
O dia ainda estava raiando no Brasil e Bolsa de Londres já caía 5,09%, a de Frankfurt recuava 5,51% e a de Paris se desvalorizava 5,06%. Em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 5,87%, 5,62% e 3,67%, respectivamente. Já o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha queda de 5,37%, atingindo os menores níveis desde julho de 2016.
Além das Bolsas, o petróleo também começa a quinta-feira em baixa. A AxiCorp diz que investidores fariam bem ao vender suas ações ligadas a petróleo, apontando que, muito provavelmente, companhias aéreas e petrolíferas enfrentarão uma crise de crédito.
Às 5h, de Brasília, o barril do petróleo Brent para maio caía 5,50% na ICE, a US$ 33,82, enquanto o WTI para abril descia 5,06% na Nymex, a US$ 31,70 o barril. Em Sydney, a aérea Qantas encerrou o pregão com queda de 8,91%.
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