ASSINE

Bolsonaro elogia Guedes após atrito de ministro com Marinho

Bolsonaro disse ainda se surpreender com a reação negativa de investidores a declarações de "um ministro ou funcionário de segundo escalão"

Publicado em 07/10/2020 às 21h51
Atualizado em 07/10/2020 às 21h51

Dias depois da briga entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), o presidente Jair Bolsonaro elogiou publicamente o chefe da equipe econômica e disse que não toma decisões da área sem antes ouvi-lo.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em cerimônia no Palácio do Planalto
O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em cerimônia no Palácio do Planalto. Crédito: Carolina Antunes/ PR

Sem citar a recente troca de farpas entre seus dois auxiliares, que impactou o mercado financeiro, Bolsonaro disse ainda se surpreender com a reação negativa de investidores a declarações de "um ministro ou funcionário de segundo escalão".

"Me surpreende por vezes o mercado, por declaração de um ministro ou funcionário de segundo escalão falar alguma coisa, e aquilo passar a ser uma verdade, a bolsa cai e o dólar sobe. A palavra final na economia não é de uma pessoa, são de duas pessoas: eu e Paulo Guedes. Eu não tomo decisões sem ligar para o respectivo ministro", disse o presidente, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto sobre medidas de desburocratização do setor aéreo.

Avisado de que Marinho o havia criticado para investidores na última semana, Guedes disparou ofensas públicas contra o colega. Em entrevista, o titular da Economia chamou Marinho de "despreparado, desleal e fura-teto".

Após o episódio, segundo líderes partidários próximos do Planalto, o próprio Jair Bolsonaro entrou em campo e pediu que o ministro do Desenvolvimento se acalmasse e não respondesse para evitar ainda mais a crise.

De acordo com relatos, na reunião fechada Marinho criticou Guedes ao dizer que ele é um grande vendedor, muito bom na macroeconomia, mas fraco em questões microeconômicas, listando as áreas tributária, previdenciária e a contabilidade pública.

O debate que se instalou na sequência reforçou a leitura de que o teto de gastos pode ser descumprido na gestão do presidente Jair Bolsonaro, elevando a percepção de risco em relação ao Brasil e afetando negativamente indicadores financeiros.

Em seu discurso nesta quarta, Bolsonaro tentou afastar a percepção de que seu governo pode descumprir regras fiscais e disse não querer "fazer nada de anormal para dar um jeitinho aqui ou acolá".

Em mais uma sequência de elogios a Guedes, ele disse que o chefe da equipe econômica tem uma "lealdade que é mútua comigo". E listou uma série de medidas econômicas tomadas para aliviar os efeitos da pandemia.

Pressionado por investidores internacionais e por governos estrangeiros pelo avanço do desmatamento e pela onda de queimadas, Bolsonaro rebateu críticas e defendeu estimular o turismo na Amazônia "para mostrar que aquele trem não pega fogo".

Este vídeo pode te interessar

A Gazeta integra o

Saiba mais

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.

Logo AG Modal Cookies

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.