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Articulação política

Barros diz que Guedes é ministro mais forte e defende consenso sobre projetos

Líder do governo na Câmara afirmou nesta sexta que projetos, entre eles o substituto do Bolsa Família, só serão anunciados após o aval do presidente

Publicado em 25 de Setembro de 2020 às 19:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 set 2020 às 19:50
Ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de audiência pública virtual do Congresso
Ministro da Economia, Paulo Guedes Crédito: José Cruz/Agência Brasil
O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta sexta-feira (25) que Paulo Guedes (Economia) é o ministro mais forte de Jair Bolsonaro e afirmou que projetos, entre eles o substituto do Bolsa Família, só serão anunciados após terem o aval do presidente.
Barros concedeu entrevista à emissora CNN Brasil e falou sobre o episódio de quarta-feira (24) em que aparece ao lado de Guedes e do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, em um pronunciamento.
Em imagens da CNN Brasil, Barros fala "tá bom" algumas vezes ao ministro e depois repete "vamos lá", enquanto o ministro se afasta dos microfones.
Nesta sexta-feira (25), ao ser questionado sobre o episódio, Barros não responde diretamente e diz que Guedes é "o ministro mais forte do governo". "Ele é o que tem mais capacidade de induzir as decisões do governo, até porque todos os ministérios querem gastar, e ele tem que manter o rigor fiscal, o teto de gastos, e orientar, portanto, essa produção de como o governo deve caminhar", disse.
O deputado afirmou que, desde quarta, o governo está construindo uma mudança na articulação para evitar "adiantar temas que ainda não estão consensados e que, com isso, a gente crise um ruído que atrapalhe a articulação política."
Segundo ele, a ideia é que os textos, como o que vai tratar da criação de um imposto digital para compensar a perda de receita com uma desoneração ampla da folha de pagamentos, sejam submetidos ao crivo do Palácio do Planalto, para formar uma opinião de governo.
Na sequência, seriam levados a Bolsonaro, que validaria os pressupostos, antes de os projetos serem apresentados aos líderes do governo na Câmara e no Senado. Só depois, as medidas seriam anunciadas, para que tenham possibilidade de serem aprovadas.
"A gente não quer mais ficar falando coisa para a mídia que, depois, o próprio governo vai dizer que não concorda. Por isso, essa nova articulação política, que combina primeiro, anuncia depois."
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