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A partir de 2029

ES vai receber primeiro navio transoceânico do mundo movido a etanol

Vale fechou acordo para utilizar navios de 340 metros de comprimento e capacidade de 325 mil toneladas para transportar minério de ferro
Leticia Orlandi

Publicado em 

16 abr 2026 às 15:51

Publicado em 16 de Abril de 2026 às 15:51

Navio da Vale
Navio da Vale utiliza velas rotativas para diminuir consumo de combustível. Anderson Bibico/Divulgação Vale

A Vale fechou acordo com a Shandong Shipping Corporation para receber, a partir de 2029, navios movidos a etanol para o transporte de minério de ferro. Pela primeira vez na indústria marítima, o combustível será adotado como o principal em uma embarcação transoceânica. 

Previsto para atender a todos os terminais da mineradora, o novo navio movido a etanol vai passar pelo Porto de Tubarão, em Vitória, onde o minério é embarcado para várias regiões do mundo.

As novas embarcações têm potencial de reduzir as emissões de carbono em cerca de 90% em comparação com o uso de óleo combustível pesado, comumente utilizado na navegação. 

 Além do transporte marítimo, a adoção do etanol na logística da Vale inclui testes em caminhões nas operações e em locomotivas da Ferrovia Vitória a Minas (EFVM).

Em 2024, a Vale começou a testar outro tipo de embarcação que também necessita de menos combustível. O navio Sonar Max tem velas rotativas e utiliza a força do vento para diminuir o consumo de combustível e a emissão de gás carbônico ao transportar minério de ferro. 

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O acordo entre Vale e Shandong inclui contratos de 25 anos para a construção de dois navios, com opção para mais embarcações. A adoção desses Guaibamax de segunda geração, que são embarcações com 340 metros de comprimento e capacidade de 325 mil toneladas, faz parte de uma estratégia multicombustível da mineradora brasileira. 

Além de etanol, as embarcações poderão utilizar metanol e óleo pesado, incluindo ainda um design que prevê a possibilidade de conversão para o uso de gás natural liquefeito (GNL) ou de amônia.  

"A utilização do etanol como combustível nos navios que transportam o nosso minério, aliada à adoção de velas rotativas para aproveitamento da energia eólica, permitem que a Vale esteja em uma posição única para a transição energética no transporte marítimo global nas próximas décadas, ao mesmo tempo em que impulsionam iniciativas semelhantes no setor", diz Rodrigo Bermelho, diretor de Navegação da Vale.

Considerando o ciclo completo do combustível do poço ao hélice (well-to-wake), o etanol pode representar uma redução de aproximadamente 90% (no caso do produto de segunda geração) nas emissões de carbono em comparação ao óleo pesado.

Redução de emissões

Os novos navios movidos a etanol serão semelhantes a outros 10 bicombustíveis (metanol e óleo pesado) que serão entregues pela Shandong para a Vale a partir de 2027. 


A segunda geração do Guaibamax será equipada com cinco velas rotativas – que utilizam energia eólica para reduzir o consumo de combustível –, motores mais eficientes, dispositivos hidrodinâmicos, gerador de eixo, inversores de frequência e pintura de silicone, entre outras melhorias na eficiência energética. O conjunto de tecnologias aplicadas reduzirá em cerca de 15% as emissões de gases do efeito estufa em comparação à geração atual de Guaibamax.

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