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Estratégias

O que fazer para garantir a 'Black Friday' de investimentos de 2023

Nos aproximamos de 2023 em um cenário radicalmente diferente do passado recente. Além disso, a confiança dos investidores não é mais dada como garantida

Publicado em 24 de Outubro de 2022 às 13:59

Públicado em 

24 out 2022 às 13:59
Luiz Alberto Caser

Colunista

Luiz Alberto Caser

A situação econômica mudou radicalmente ao longo de 2022. No futuro, é bastante provável que as três décadas entre 1990 e 2020 sejam lembradas como uma época de prosperidade, em que ganhar dinheiro era fácil. Bastava ter uma carteira distribuída entre ações e títulos longos.
Nos momentos de crise, quando a bolsa caía por qualquer motivo, era hora de comprar mais. Sempre havia muito dinheiro circulando para garantir a demanda por investimentos. É óbvio que houve percalços, como as crises dos países emergentes nos anos 1990 (México, Ásia, Rússia, Argentina e Brasil, só para citar as maiores) e o Subprime de 2008. No entanto, quem sobreviveu a esses trancos saiu dos problemas com mais dinheiro do que quando havia entrado.
Veio a pandemia e, com ela, a interrupção das cadeias globais de suprimentos e inflação global devido à expansão monetária. Os políticos eleitos no fim desse período estavam mais inclinados a atitudes protecionistas. Não por acaso, o slogan de campanha de Donald Trump em 2016 foi “América em primeiro lugar” (America First).
Assim, nos aproximamos de 2023 em um cenário radicalmente diferente do passado recente. Além disso, a confiança dos investidores não é mais dada como garantida. E agora? O que fazer com seu dinheiro de maneira a garantir a 'Black Friday' de investimentos do ano que vem?
Movimentação Bolsa de Valores, índice BOVESPA na Bolsa de Valores de São Paulo, mercado, ações, negócios
Movimentação Bolsa de Valores, índice BOVESPA na Bolsa de Valores de São Paulo, mercado, ações, negócios Crédito: Bruno Rocha/Agência O Globo/ Arquivo AG
É preciso ter em mente que acabaram as apostas óbvias e as rentabilidades garantidas. A estratégia simplista de comprar ações e alguns títulos públicos de longo prazo indexados à inflação para ter sucesso no longo prazo perdeu bastante de sua eficácia.
Ao contrário da “vida simples” do passado, o investidor terá de conviver com um cenário incerto e com correções e alterações frequentes em sua estratégia.
Será preciso escolher empresas capazes de enfrentar os novos desafios e cujas cotações tragam possibilidades de ganho. E, principalmente, será preciso entender que a fase de ganhar dinheiro automaticamente no mercado ficou para trás.

Luiz Alberto Caser

Formado em Administração, com MBA em Finanças pelo IBMEC e pós-MBA em Inteligência de Mercado pela FGV. Credenciado junto à CVM como Agente Autônomo de Investimentos na Valor Investimentos desde 2007. Tornou-se sócio da empresa em 2011, sendo responsável a partir daí também por projetos de Planejamento Estratégico, Marketing, Educação e Gestão de Pessoas. Atualmente é também professor em programas de pós-graduação e palestrante de temas relacionados a finanças e investimentos.

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