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Mercado financeiro

Alta da inflação nos EUA tem consequências para investidor no Brasil

Inflação mais alta do que a esperada acaba por trazer mais juros. Com isso, alguns sinais amarelos e vermelhos foram acionados

Publicado em 20 de Julho de 2022 às 11:24

Públicado em 

20 jul 2022 às 11:24
Luiz Alberto Caser

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Luiz Alberto Caser

Pelo acordo, os dólares comprados pela consumidora deveriam ser entregues na véspera da viagem
Pelo acordo, os dólares comprados pela consumidora deveriam ser entregues na véspera da viagem Crédito: Agência Brasil
Quase todos os investidores se surpreenderam com a inflação americana, anunciada na quarta-feira passada (13). A inflação de junho, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), saltou acima do esperado, ou seja, 1,3% em relação a maio, puxando a inflação em 12 meses para 9,1%, a mais alta desde 1981.
Com isso, alguns sinais amarelos e vermelhos foram acionados. Inflação mais alta do que a esperada acaba por trazer mais juros. O Federal Reserve (banco central americano) está sendo empurrado para uma política monetária mais agressiva, como já ocorre no Brasil, destinada a combater a alta de preços.
Juros mais elevados, por sua vez, tendem a revelar certo grau de recessão, reduzindo o consumo das matérias-primas e da energia. Outro ponto a ser destacado: os juros, que são o preço do dólar, quando aumentam fazem as outras moedas perderem força.
Resultado prático: já era o que vinha acontecendo com o euro, que depois de 20 anos passou a ser negociado praticamente na base de 1 por 1 em relação ao dólar. Essa desvalorização do euro traz consequências na medida em que encarece os produtos importados, encomendando mais inflação na Europa.
Esta é uma paisagem que, por si só, gera incertezas que tendem a se espraiar também para a política e para a geopolítica.

Luiz Alberto Caser

Formado em Administração, com MBA em Finanças pelo IBMEC e pós-MBA em Inteligência de Mercado pela FGV. Credenciado junto à CVM como Agente Autônomo de Investimentos na Valor Investimentos desde 2007. Tornou-se sócio da empresa em 2011, sendo responsável a partir daí também por projetos de Planejamento Estratégico, Marketing, Educação e Gestão de Pessoas. Atualmente é também professor em programas de pós-graduação e palestrante de temas relacionados a finanças e investimentos.

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