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Perfil conservador

O que um investidor conservador pode fazer para ganhar mais em 2025

Cada investidor tem estratégias e expectativas para o mercado, mas tendo como base uma carteira com produtos de renda fixa de baixo risco, veja o que é possível observar para ter um rendimento melhor

Publicado em 02 de Janeiro de 2025 às 08:41

Públicado em 

02 jan 2025 às 08:41
Leonardo Pastore

Colunista

Leonardo Pastore

O ano novo chegou e algumas reflexões sobre finanças costumam ocorrer neste período. Uma delas é se os retornos da carteira de investimentos de 2024 foram satisfatórios.
Claro, cada investidor tem seu próprio perfil, estratégias e expectativas para o mercado. Mas, partindo-se de uma carteira conservadora, com produtos de renda fixa de baixo risco, o que se poderia considerar para saber se o dinheiro foi bem aplicado? Mais que isso, o que pode ser feito em 2025 para obtenção de maiores retornos?
Títulos de renda fixa, investimento, tesouro direto, selic, mercado financeiro, finanças
Títulos de renda fixa, investimento, tesouro direto, selic, mercado financeiro, finanças Crédito: Shutterstock
Em primeiro lugar, pensando em parâmetros de uma carteira conservadora, nota-se que a segurança costuma ser a principal constante. Não se admite grande volatilidade, de modo que os produtos financeiros normalmente são tradicionais (CDB, LCA, LCI, Tesouro Selic e, no máximo, alguns fundos DI de menor risco). Como não se admitem riscos, a rentabilidade é proporcional e em linha com o benchmark/referencial da renda fixa (CDI).
Se o risco é controlado e baixo, o diferencial da carteira estará, em boa medida, no estabelecimento adequado da liquidez. Esse é sempre um ponto de atenção e, muitas vezes negligenciado, mas que fará muita diferença no final, pois os prazos de vencimento dos títulos trarão ao investidor o bônus frente à média do mercado (CDI).
Em outras palavras, se “dinheiro na mão é vendaval”, no mercado, isso custa caro, devendo-se manter em liquidez somente o que for realmente necessário. O restante deve ser escalonado para vencimentos variados, permitindo-se uma revisão periódica do mercado na medida em que os títulos vencem e os valores voltam para a conta.
Segundo matéria do Infomoney, um CDB de 12 meses e com liquidez diária pagou 8% de juros em 2024, já descontado o imposto de renda. O fator tempo é o principal detrator do rendimento, pois a renda fixa curta paga muito imposto de renda e captura poucos prêmios do mercado.
Já uma carteira diversificada com apenas 20% de liquidez e o restante dividido em produtos de renda fixa com vencimentos de 1 a 4 anos, apresentaria resultados muito superiores, de 12,5% em 2024 e 117% do CDI. Numa comparação, uma carteira totalmente líquida teria entregue, antes dos impostos, 10,7% ou 100% do CDI (tomando-se como ativo paradigma um Tesouro Selic).
A diferença se dá não na assunção de maiores riscos, mas sobretudo no ajuste do tempo em que o dinheiro fica mais ou menos disponível para o investidor.
Os resultados dependem do mercado, com suas taxas e prazos. Mas não se deve esquecer que, nessa equação, o fator fundamental é mesmo o quanto o investidor está disposto a ceder, fazendo também sua parte para alcançar suas próprias expectativas. Esse ajuste é um ótimo ponto de partida para o ano novo.

Leonardo Pastore

Assessor de Investimentos da Valor. Mestre em Direito e Procurador do Estado do Espirito Santo. Professor de Etica na pos-graduacao da ESPGE

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