Brincar é uma das melhores maneiras das crianças aprenderem. Portanto, incluir a abordagem sobre finanças nesses momentos pode ser bastante efetivo. É possível utilizar brinquedos como caixas registradora e utilizar notas de dinheiro e cartões fictícios. Para crianças maiores, jogos de tabuleiro como Banco Imobiliário ou Jogo da Vida também são ótimas oportunidades para aprenderem conceitos financeiros de forma leve, enquanto se divertem.
Convide seus filhos para participarem de decisões financeiras do dia a dia. Uma ida ao supermercado ou padaria pode ser uma oportunidade de aprendizado: durante as compras, você pode definir um valor e pedir para que a criança te ajude na escolha de alguns itens. Além de demonstrar que é preciso selecionar os itens para não ultrapassar o valor definido, seu filho se sentirá importante em fazer parte de todo esse processo.
Muitas vezes, a mesada é o primeiro contato real das crianças com o dinheiro e pode ser uma estratégia educativa pois, ao ter a sua própria grana, a criança começa a entender, na prática, o seu valor. Mas cabe a cada família definir um valor que caiba no orçamento, sem excessos e observando as necessidades de cada idade. Caso você opte pela mesada, cumpra a frequência, a data e a quantia combinadas, para que a criança possa planejar seus gastos, se organizar e ter controle do seu orçamento. Mas, mais importante do que dar mesada, é auxiliar a criança na organização dos gastos e definição de prioridades. Ela deve ficar livre para decidir o destino do dinheiro, porém você pode mostrar para a criança que, se ela conseguir poupar uma parte por certo tempo, poderá utilizar as economias para comprar coisas de maior valor posteriormente. Educação financeira não se trata de apenas acumular dinheiro ou saber fazer contas, mas sim de utilizá-lo de forma consciente, de acordo com cada realidade financeira.