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Golpes digitais

Engenharia social: entenda o golpe por trás de 40% das fraudes financeiras no Brasil

Pesquisa aponta a manipulação de vítimas como o principal caminho para crimes bancários no país

Publicado em 01 de Setembro de 2026 às 08:31

Públicado em 

01 set 2026 às 08:31
Isis Parteli

Colunista

Isis Parteli Isis Parteli

O fator humano continua sendo a principal porta de entrada para cibercriminosos no Brasil.


No primeiro semestre de 2026, a engenharia social foi responsável por 40% de todas as fraudes financeiras registradas no país. Os dados fazem parte de um levantamento recente da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito.


De acordo com a Quod, o celular foi o principal canal usado nos golpes, presente em 78% dos casos. O Pix aparece como meio de movimentação em 85% das ocorrências.


Diferentemente de ataques cibernéticos complexos que exploram falhas em sistemas e softwares, a engenharia social baseia-se na manipulação psicológica. Os golpistas induzem as próprias vítimas a fornecer dados confidenciais, transferir dinheiro ou conceder acesso a contas bancárias.

mão celular
Uma das dicas: antes de clicar em links, verifique o endereço exato do site ou e-mail Magnific
Os golpes mais frequentes no 1º semestre de 2026

Entre as abordagens mais detectadas pela pesquisa no período, destacam-se:


  • Falsa Central de Atendimento: a vítima recebe uma ligação ou mensagem informando sobre uma suposta transação suspeita. Conquistando a confiança do cliente, o criminoso o orienta a fazer um estorno via Pix ou a instalar um aplicativo de segurança, que na verdade é um programa malicioso de acesso remoto.
  • Golpe da Mão Fantasma: por meio de links maliciosos enviados por SMS ou e-mail, os golpistas assumem o controle do dispositivo da vítima à distância e realizam operações financeiras sem autorização.
  • Phishing e Perfis Falsos: mensagens e páginas clonadas de redes sociais e bancos que prometem prêmios, renegociação de dívidas ou oportunidades irrecusáveis para capturar senhas e dados de cartão.

Inteligência de dados no combate ao crime

O mercado financeiro tem investido valores expressivos em inteligência artificial e análise preditiva de dados para identificar comportamentos atípicos e interceptar transações suspeitas em tempo real. No entanto, a conscientização do usuário final ainda é a ferramenta mais eficaz.

Como se proteger: regras de ouro

  1. Desconfie de urgência: golpistas criam cenários de crise ou oportunidade para impedir que você pense com clareza.
  2. Bancos não pedem senhas: nenhuma instituição financeira solicita senhas, tokens ou transferências de teste por telefone ou mensagem.
  3. Cheque o remetente: antes de clicar em links, verifique o endereço exato do site ou e-mail.
  4. Desligue e ligue de volta: se receber uma ligação suspeita sobre sua conta, desligue e entre em contato diretamente pelos canais oficiais do seu banco.


A tecnologia evolui para mitigar riscos, mas a atenção do consumidor no dia a dia é o que realmente impede que o golpe se concretize.

Leia mais na coluna de Isis Parteli

Como o celular virou a principal carteira de milhões de brasileiros no dia a dia

Programas de fidelidade: você realmente usa os benefícios que acumula?

A desigualdade financeira que a cultura cria antes do primeiro salário

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Isis Parteli

Isis Parteli Isis Parteli

Formada em Ciencias Contabeis pela Ufes, com MBA em Controladoria e Financas e certificacoes em metodologias ageis e metricas de produtos. Atua ha mais de 18 anos no setor bancario, com experiencia em gestao de produtos e projetos. Atualmente, lidera a area de Inovacao em Meios de Pagamento e Investimentos do Banestes

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