Esta semana será marcada pela divulgação de dados de emprego nos Estado Unidos. O anúncio de geração de vagas é importante porque servirá de lastro para as próximas decisões do Federal Open Market Committee (FOMC), uma espécie de Copom americano.
Atualmente, ainda há algo no entorno de 1,8 vagas abertas nos EUA para cada desempregado, o que traduz como a oferta de mão de obra vem operando sob restrição.
Em que pese alardeadas notícias de revisão nas contratações em grandes e relevantes empresas de relevantes setores, como tecnologia, representadas por Apple, Microsoft, Meta, Tesla e afins, é preciso lembrar que o massivo peso destas empresas nos índices da bolsa não serve como proxy fiel de sua participação nas contratações e empregos no mercado de trabalho americano de modo mais abrangente, que concentra maiores admissões e estoque de vagas nos setores de saúde, educação e comércio.
O comércio, apesar de sondagens de confiança acusarem menor otimismo com as condições atuais, ainda guarda dados em linha com a tendência que se observava antes da pandemia, demonstrando, portanto, resiliência e dinamismo.
As fortes indicações do FED de que vê no mercado de trabalho relevante fonte de descompressão inflacionária condicionam a condução da Política Monetária à divulgação e das bolsas globais. Neste sentido, ecoando o testemunhado na última semana, em aguardo a Jackson Hole, as bolsas deverão passar por momento de aversão ao risco.