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De volta ao batente presencial

Sindicato da Assembleia aprova volta ao trabalho na sede nesta quarta

Presidente do Sindilegis avalia que decisão é “perfeita” e que ato está “bem redigido” por ser bastante cauteloso. Ele opina que já era hora de voltar, mas admite que alguns colegas estão com medo

Publicado em 03 de Junho de 2020 às 18:53

Públicado em 

03 jun 2020 às 18:53
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas Vitor Vogas
Posse da diretoria do Sindilegis, eleita em 2019
Posse, no plenário da Assembleia, da atual diretoria do Sindilegis, eleita em 2019 Crédito: Facebook do Sindilegis
O Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Espírito Santo (Sindilegis) aprova o ato administrativo, baixado nesta terça-feira (2) pelo presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), que estabeleceu a retomada do trabalho presencial, na sede da Casa de Leis, de alguns servidores de setores administrativos, a partir desta quarta-feira (3).
O presidente do Sindilegis, Gildo Gomes, avalia que a decisão da presidência está “perfeita” e é "muito sábia", que o ato está “bem redigido” e que é “bem cauteloso”. Ele opina que já era hora de os servidores começarem a voltar ao batente presencial, mas admite que a decisão divide opiniões entre os funcionários e que alguns colegas estão felizes com o regresso, enquanto muitos estão “muito apreensivos” e sentem medo por causa do retorno.
Confira a entrevista do representante do sindicato:

Como o Sindilegis avalia a retomada do trabalho dos setores administrativos na sede da Assembleia Legislativa?

Mesmo com os dados informando que a curva de contaminação está aumentando, o governo do Estado vem abrindo o Estado. O ato de retorno está muito bem elaborado. Foi bem cauteloso. É só a parte administrativa. Para o público, ainda não está sendo aberto. Terão que se respeitar as normas de quantidade de pessoas por metro quadrado: a cada três metros, uma pessoa. Então vejo como muito sábio um retorno lento e com segurança. Isso teria que acontecer, né? Isso teria que acontecer.

Você considera que sejam corretas e suficientes as medidas de precaução sanitária previstas no ato?

Acho que foi muito bem pensado. O ato está muito bem redigido. E agora você vai completando, né?

O sindicato, então, concorda com a decisão?

Nós acatamos a decisão, até porque, em algum momento, teríamos que voltar, está certo? A decisão está perfeita, porque é com segurança. A Assembleia não está aberta ao público. As pessoas que estão fazendo o serviço via homework (sic) vão continuar fazendo. As pessoas que são de grupos de risco vão ficar em casa, está certo? Então todas as coisas estão resguardadas no ato.

E vocês foram consultados pela direção da Casa antes da decisão?

Não. Consultados, não, tá certo? Mas nós temos diálogo constante com o presidente. Essa é uma decisão plenamente dele, tá certo? Mas, a meu ver, estava na hora de começar a voltar.

O senhor acredita que esse seu sentimento seja compartilhado pelo conjunto de servidores, que esse seja o sentimento geral dos servidores da Assembleia?

Olha, alguns servidores estão muito apreensivos com relação à segurança, com medo de vir e voltar a trabalhar. Muitos. Outros estão felizes por voltar, está certo? A parte administrativa começa nesta quarta-feira. E os deputados, nos gabinetes, na segunda-feira que vem. Mas bem limitado: três pessoas por gabinete, não vão ser abertos para o público também… Tudo bem devagar, com bastante segurança. Agora é hora de cautela, né?

Vitor Vogas

Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

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