Primeiro que o Renato é um político de esquerda e eu não sou. Sou um liberal, um liberal por inteiro, não só na economia. O governo do Renato é um governo que entrega, tá? Está executando muitas coisas. Acho que está gerindo muito bem a crise da pandemia. Essa decisão dele, lá de fevereiro do ano passado, de fazer só leitos permanentes, foi muito acertada. Tem feito uma boa gestão nessa área. Não extraordinária, mas boa. Acho, porém, que falta uma marca ao governo. Apesar de ser um governo que entrega, o governo do Renato é o governo do quê? Não acho que tenha feito uma boa gestão na agricultura, que é uma área à qual sou ligado. A agricultura em todo o Brasil, inclusive no Espírito Santo, tem vários problemas a serem resolvidos, como por exemplo o do superendividamento. Você tem que trazer esse mundo 4.0 para o Espírito Santo, e a agricultura é parte disso. Isso pode acontecer agora, com as mudanças no secretariado, o Tyago [Hoffmann] mudando de função e, em especial, a junção da Secretaria de Ciência e Tecnologia com a de Desenvolvimento. Mas ainda não acho que o governo tenha uma visão de futuro tão clara para o nosso Estado. O Espírito Santo pode ser uma vitrine tecnológica para o Brasil. E a Grande Vitória deveria ser um destino de turismo tecnológico.