O deputado estadual Lorenzo Pazolini (sem partido) decidiu não ser candidato a prefeito da Serra. A opção chegou a ser considerada de fato por Pazolini até poucos dias atrás, mas foi eliminada em uma reunião decisiva que ele teve com outros integrantes do grupo político do qual faz parte. Assim, nas eleições deste ano, só resta uma opção de candidatura para o deputado: a prefeito de Vitória, sua cidade. Se ele não concorrer à prefeitura da Capital, não será candidato a nada neste ano.
Desde a sua chegada à Assembleia Legislativa, no início do ano passado, Pazolini faz parte de um grupo formado por outros jovens políticos e dirigentes partidários. Entre eles, o deputado federal Amaro Neto (Republicanos), o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), o diretor-geral da Assembleia, Roberto Carneiro (presidente estadual do Republicanos), e o deputado estadual Vandinho Leite (PSDB).
Foi justamente em favor de Vandinho que Pazolini abandonou qualquer possibilidade de disputar a Prefeitura da Serra. Em recente reunião desse núcleo político, envolvendo todos os atores citados, eles decidiram que o representante do grupo na eleição à Prefeitura da Serra será mesmo Vandinho Leite, presidente estadual do PSDB, que, além de ser da cidade, trabalha há muito tempo para se viabilizar. Diferentemente de Pazolini e Amaro, Vandinho não tem plano B nas eleições deste ano.
Para não dividir forças (e votos), o grupo só terá um candidato a prefeito por município. A opção por lançarem e apoiarem Vandinho na Serra também significa que, pelo mesmo raciocínio, Amaro Neto dificilmente será candidato a prefeito do município mais populoso do Estado.
Na verdade, a partir da definição de apoio total desse grupo a Vandinho na Serra, a decisão seguinte dos seus membros diz respeito ao candidato em Vitória. A decisão está afunilada entre Amaro e Pazolini. Só um dos dois será candidato a prefeito da Capital.
Por isso, Amaro e Pazolini têm feito um exercício diário de análise de cenários. A expectativa de Pazolini é que a decisão seja tomada entre os dois nos próximos dez dias, antes de 4 de abril, data que marca o fim do prazo para registro de domicílio eleitoral e filiação partidária de quem quiser ser candidato.
“Temos conversado muito no sentido de construir uma candidatura única na Capital. Nossa ideia é mantermos esse grupo para caminharmos juntos não só aqui em Vitória”, afirma o deputado estadual e delegado de polícia licenciado.
Se Amaro optar por ser candidato a prefeito de Vitória, a tendência é que Pazolini acabe não disputando a eleição municipal de 2020, nem na Serra, nem na Capital, nem em lugar algum, preservando-se para a eleição de 2022 – possivelmente, a deputado federal.
Hoje, as opções de filiação de Pazolini são três: Republicanos, PSDB ou DEM.