Majeski diz que Sedu, no governo Casagrande, é como na gestão de PH
Fogo no parquinho (da escola fechada)
Majeski diz que Sedu, no governo Casagrande, é como na gestão de PH
Deputado deu a entender que sua tolerância chegou ao limite e afirmou que, agora, "está na hora de falar" e de "expor para a sociedade uma infinidade de coisas" relacionadas à atual gestão da Secretaria de Estado da Educação no atual governo
O deputado Sergio Majeski criticou a pasta comandada por Vitor de AngeloCrédito: Lissa de Paula/Ales e Reprodução
Em nova rajada de fogo amigo contra o governo Casagrande, o deputado estadual Sergio Majeski expressou nesta segunda-feira (27), durante sessão da Assembleia Legislativa, profunda insatisfação com a Secretaria de Estado de Educação (Sedu), deu a entender que sua tolerância chegou ao limite e afirmou que, agora, "está na hora de falar" e de "expor para a sociedade uma infinidade de coisas" relacionadas à atual gestão da pasta, comandada desde o início do atual governo pelo cientista político Vitor de Angelo.
Majeski declarou que tem "críticas substanciais" à Sedu e chegou a dizer que o comando da atual secretaria "não é muito diferente" do que era no governo anterior, de Paulo Hartung (2015-2018), quando a Sedu foi chefiada pelo economista Haroldo Corrêa Rocha. Nos quatro anos do governo de Hartung, coincidentes com o primeiro mandato de Majeski na Assembleia, a atuação do parlamentar foi marcada por críticas intensas e constantes à gestão de Haroldo.
Desde 2018, Majeski é filiado ao PSB, partido que está no poder com o governador Renato Casagrande. Na sessão desta segunda-feira, o deputado dirigiu suas críticas à Sedu ao justificar seu voto após o plenário rejeitar pedido de urgência da deputadaIriny Lopes (PT) a um projeto de autoria dele mesmo: o "que estabelece que as escolas estaduais só serão reabertas após a pandemia ser controlada e garante o cumprimento dos critérios da OMS para a posterior reabertura".
O líder do governo em plenário, Dary Pagung (também do PSB), orientou a base a votar contra o pedido de urgência, o qual, se aprovado, levaria o projeto de Majeski a ser votado já na sessão desta terça-feira (28). Dary argumentou que a Sedu já tem uma equipe de especialistas trabalhando na definição de um protocolo seguro para o retorno às aulas. Majeski perdeu por 20 votos a cinco. Ao justificar o voto, o deputado fez praticamente um desabafo, repleto de ameaças ao governo:
"Nessa história está tudo muito ruim. Então essa história de que 'ah, tem um grupo de trabalho', nós sabemos perfeitamente como isso tem funcionado. E eu começo a achar que... Eu estava acostumado a lidar com o Haroldo [Corrêa Rocha], na gestão do Paulo Hartung, em que as coisas aconteciam do jeito que Haroldo queria, e parece que agora não é muito diferente. Há um diálogo de mudo, se fala e a Secretaria de Educação pode até ouvir, mas só ouve. Não acontece nada"
Sergio Majeski (PSB) - Deputado estadual
E prosseguiu:
"Então, assim, eu ainda vou voltar a esse tema. Eu tenho críticas substanciais. Eu tenho observado muitas coisas acontecendo, mas agora está na hora de falar. Está na hora de expor para a sociedade uma infinidade de coisas e levantar uma série de questionamentos e uma série de coisas que precisam ser urgentemente esclarecidas, porque as coisas não estão caminhando tão perfeitamente quanto parece que estão. Mas nós faremos isso nas próximas sessões."
Conclusão: o discurso de Majeski foi de fazer inveja aos poucos deputados de oposição ao governo Casagrande na Assembleia.
DIGA-ME COM QUEM VOTAS...
A propósito, na votação do pedido de urgência, além de Majeski e do casagrandista Luciano Machado (PV), os três votos a favor vieram de deputados da oposição: Capitão Assumção (Patriota), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Vandinho Leite (PSDB).
Se depender do PSB, o candidato será mesmo o vice-prefeito Sérgio Sá, que por sinal está fazendo um trabalho hercúleo para viabilizar candidatura, diferentemente de Majeski.
Agora vamos para a "seção humor". É um erro comum, mas foi engraçado. Também na sessão da Assembleia nesta segunda-feira, o deputado Alexandre Xambinho defendeu que "precisamos de ações mais energéticas". Quis dizer "enérgicas", é claro.
A MELHOR PIADA LEVA O QUEIJO 1
Na Assembleia Legislativa, às vezes, as coisas acabam em pizza. Nesta segunda-feira, acabaram só em queijo mesmo, sem os outros ingredientes. Os deputados se preparavam para iniciar a votação de um projeto de Luciano Machado (PV), que transforma a cidade de Afonso Cláudio na capital capixaba do queijo. Antes de iniciar o rito, o presidente da Casa, Erick Musso, comunicou aos demais, de gozação: "O deputado Luciano falou que, se esse projeto for aprovado, ele vai dar um queijo para cada um".
A MELHOR PIADA LEVA O QUEIJO 2
"Ainda bem que você falou antes, senão ele não ia pagar", retrucou Gandini, entrando na brincadeira. Theodorico Ferraço também entrou: "Só Afonso Cláudio? Guaçuí [terra de Machado] também tem um queijo bom, hein!", provocou, com um riso no canto da boca. "Faz a emenda que o Ferraço pediu, presidente!", sugeriu Gandini a Erick, e completou a própria piada: "Ferraço pediu pra botar mais um município, eu acho que eu vou botar dois. Eu não vou fazer a emenda não, mas fica a dica aí depois para o deputado Ferraço".
A MELHOR PIADA LEVA O QUEIJO 3
E assim prosseguiram por um tempo. Aí Gandini, como presidente e relator do projeto na Comissão de Justiça, deu parecer pela constitucionalidade e colheu os votos dos colegas. Na vez de Enivaldo, este não resistiu a uma nova troça: "Senhor presidente, acompanho o seu voto desde que Vossa Excelência me permita recusar esse queijo, porque a legislação proíbe o parlamentar de receber presentes".
A MELHOR PIADA LEVA O QUEIJO 4
"[A proibição] é acima de R$ 100,00. Esse queijo do Luciano é mais barato. Custa mais de R$ 100,00 esse queijo?", perguntou Gandini. E Enivaldo, entre risos: "É dos pequenos presentes que se chega aos grandes". Ferraço, então, levou o prêmio de melhor piada: "A legislação proíbe você de receber o queijo, mas não de comer o queijo". Risos gerais.
VOU ALI E JÁ VOLTO!
O signatário da coluna sai de férias e retorna à labuta diária no dia 10 de agosto. Até lá!
Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.