O coronel
Márcio Eugênio Sartório não é mais o comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES). Ele foi exonerado do cargo na manhã desta terça-feria (7) pelo governador
Renato Casagrande (PSB), em conversa realizada no Palácio Anchieta.
As demissões de Sá e de Sartório estão interligadas. As duas decisões foram tomadas simultaneamente por Casagrande, como parte da tentativa do governador de mudar o rumo da gestão da Segurança Pública e alcançar melhores resultados no combate aos crimes de alto potencial ofensivo.
Segundo apurações da coluna, a frustração de Casagrande com Sartório podia ser considerada ainda maior que a sua insatisfação com os resultados recentes de Roberto Sá à frente da Sesp. No paço palaciano, a percepção é a de que, sob o comando-geral do coronel, a PMES tem executado poucas operações nas ruas, diferentemente, por exemplo, da Polícia Civil, e o trabalho de policiamento ostensivo precisa melhorar bastante.
Márcio Eugênio Sartório tornou-se coronel da PMES no dia 6 de abril de 2017, logo após a sanção, pelo então governador Paulo Hartung, da lei de sua autoria que instituiu novos critérios de promoção de oficiais na corporação, como parte da reação do governo da época ao movimento grevista realizado em fevereiro daquele ano. Ele foi nomeado comandante-geral da PMES por Casagrande no dia 18 de novembro de 2019, no lugar do coronel Moacir Leonardo Vieira Barreto.
Por outro lado, o saldo de homicídios no período não é bom: de dezembro de 2019 a março de 2020, o número de assassinatos no Estado totalizou 432. A título de comparação, de dezembro de 2018 a março do ano passado, foram praticados 368.
O substituto de Sartório no cargo ainda não foi definido. O nome deve ser escolhido ainda nesta terça-feira pelo governador, em entendimento com o novo secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Ramalho.