O triatleta capixaba Tiago Emerich, de 43 anos, vai percorrer 500 quilômetros de bicicleta para correr os 42 quilômetros da Maratona do Rio. Com saída do Espírito Santo prevista para a próxima quarta-feira (3), Tiago planeja chegar no Rio de Janeiro na sexta-feira (5). E ele não estará sozinho nesse desafio. Outros três atletas o acompanham nessa jornada desafiadora.
É muito gostoso viajar pedalando, sentir a emoção de vivenciar a estrada e de conseguir desbravar longas distâncias
Tiago Emerich Triatleta
Tiago pratica triatlo - esporte de endurance que consiste em nadar, pedalar e correr - desde 2016. Mas sua relação com a corrida é anterior. Em 2014, teve a oportunidade de correr a sua primeira maratona da vida. Justamente a Maratona do Rio. Hoje, o capixaba vai para a sua oitava participação na Maratona do Rio.
“Venho me preparando há muito tempo. Já corri muitas maratonas, muitas distâncias de ultramaratona, pedalei bastante. Então, o meu preparo físico vem sendo construído. Tenho bagagem nas pernas que me permitem correr uma boa maratona.”
O atleta capixaba vai para o Rio de Janeiro de bike pela sexta vez. Em todas as oportunidades, Tiago monta um planejamento do percurso, levando em consideração paradas para alimentação, hidratação e descanso.
O grupo vai deixar o Espírito Santo na quarta-feira (3), por volta das 5h40 da manhã. A ideia é pedalar 250 km até a cidade de Campos, no Rio de Janeiro. “É o dia mais longo, muito difícil. Saio sem pressa. Geralmente eu chego lá (em Campos) no final da tarde mesmo, por volta de 5h30 da tarde”, comentou o atleta capixaba.
A primeira parada do grupo para se alimentar e se hidratar acontece após 100 km de pedalada. Todos vão preparados e abastecidos com isotônicos, géis de carboidrato, barrinhas de proteína, água, entre outros suplementos.
Mas Tiago conta que o mais importante é não perder tempo. São paradas estratégicas e rápidas. “Esse primeiro dia, se você vacilar, anoitece e você tá na estrada. É perigoso. O final ali para chegar em Campos é muito longe.”
Após chegar em Campos, o grupo se desloca para um hotel, previamente agendado, para descansar. No dia seguinte, quinta-feira (4), o planejado é deixar o local por volta das 7h30 da manhã. “A gente acorda quebrado e para começar a pedalar é difícil. Os primeiros 40 minutos são bem complicados, mas depois engata e começa”, destacou Tiago.
Com saída em Campos, o próximo destino dos atletas é Rio Bonito. Para chegar até a localidade, o grupo pedala por cerca de 195 km, algo perto de 10 horas de duração, levando em conta as paradas ao longo do caminho. “A gente anda quase 30 km/h (de velocidade média), se tiver em um dia bom, mas tudo depende do vento.”
Ao chegar em Rio Bonito, o grupo faz mais uma parada para descansar e dormir. Apesar de muito perto do Rio de Janeiro, optam pelo descanso para não enfrentar o trânsito intenso da capital carioca. “Ali é mais perigoso a noite. O trânsito é muito pior. Não vale a pena.”
A saída de Rio Bonito segue no mesmo ritmo de Campos. Aguardam o horário do café da manhã do hotel para se alimentar e iniciar o terceiro dia de pedalada. “Fica faltando muito pouquinho. Duas horas de bike. A gente vai tranquilo.”
Chegando no Rio de Janeiro, o grupo vai direto para o local da entrega do kit da Maratona do Rio para viver o clima da prova e encontrar com os outros corredores. “Vamos vivenciar esse momento, tirar fotos nos painéis. Eu faço questão de ir. É muito bacana.”
O triatleta conta que toda a jornada é muito representativa para sua vida, afinal, é algo que vai além do esporte. “Tento deixar um legado sobre a mobilidade urbana, sobre a questão da gente se cuidar, de poder vencer desafios, alcançar metas. A gente acha que é uma coisa de outro mundo, mas está aí ao nosso alcance.”