As informações são de que as disputas por territórios enfraqueceram as finanças dos grupos criminosos, que mantêm suas principais lideranças escondidas no Rio de Janeiro. E agora precisam de mais recursos para fazer frente aos enfrentamentos com as forças de segurança e aos gastos com advogados.
Entre as comunidades alvo da cobrança do “pedágio” para quem fornece o serviço de internet estão Itararé, Morro do Macaco, Tabuazeiro, Santos Dumont, São Cristóvão e Maruípe.
Os dois — Nono e MK — comandam de lá as extorsões, feitas por intermédio de vídeo chamadas. As recusas no pagamento são seguidas de ameaças a funcionários, que chegaram a ser detidos pelos traficantes, a familiares, e ao corte dos fios que levam o sinal às casas dos moradores. Também são impedidos de promoverem consertos e atender chamadas na região.
Quando as ameaças ocorrem, os funcionários, por medo, param de trabalhar. Os que podem transferem as atividades para home office. Moradores relatam que empresas e comerciantes já deixaram de prestar serviços em comunidades de Vitória em decorrência das ameaças.
O pagamento aos traficantes é feito por meio de Pix, para diferentes números de telefone, e de pessoas diferentes.
A situação vem sendo investigada pela Polícia Civil, segundo o coordenador do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), delegado Alan Moreno de Andrade. Ele explica que detalhes não podem ser repassados para não interferir na apuração.
Ele destaca que qualquer pessoa que tenha informações que possa contribuir com as investigações pode repassar para o Disque-Denúncia 181.