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Mudança

Justiça cria núcleo para agilizar audiências de presos em flagrante no ES

A nova estrutura, que centralizará este tipo de audiência no Estado, deve começar a operar a partir do mês de maio

Publicado em 09 de Janeiro de 2025 às 00:30

Públicado em 

09 jan 2025 às 00:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Audiência de custódia
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobre Firefly
Um núcleo com cerca de 12 magistrados vai realizar todas as audiências de presos em flagrante no Espírito Santo, sejam elas de forma presencial ou por videoconferência. O objetivo, segundo o Tribunal de Justiça, é otimizar recursos e agilizar as decisões sobre quem deve ou não permanecer detido.
Atualmente as audiências são realizadas nos plantões de flagrantes nas comarcas de Viana, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus. E que vão continuar operando até que a nova estrutura seja viabilizada e inicie suas atividades, o que está previsto para ocorrer até o mês de maio.
O chamado Núcleo de Audiência de Custódia do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (NAC) foi criado pela Resolução 03/2025, publicada nesta segunda-feira (6). O documento aponta que a unidade irá funcionar no Fórum da Prainha, em Vila Velha.
Mas a estrutura do prédio ainda está sendo avaliada, segundo o juiz José Augusto de Farias, coordenador das Varas Criminais e de Execuções Penais do Tribunal. Ele relata que a edificação precisa de uma reforma expressiva. “Ainda estamos avaliando se é o melhor local ou se temos outras opções”, conta.
Segundo Farias, nos próximos meses haverá reuniões com alguns órgãos, como a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que é a responsável pela gestão do sistema prisional capixaba, para ajustar detalhes do funcionamento do Núcleo.
O juiz André Guasti Motta, integrante da comissão que implantou o NAC e coordenador do plantão de flagrantes das regiões de Colatina e São Mateus, explica que foi aproveitada a experiência de outros estados, como Minas Gerais e Distrito Federal, que já oferecem o atendimento centralizado.
“A nossa expectativa é de que no futuro o núcleo possa oferecer outros serviços de apoio às pessoas detidas em flagrante”, explicou Guasti.

Como será o atendimento

A nova estrutura terá competência exclusiva para a análise das prisões em flagrante geradas em todas as delegacias e Departamentos de Polícia Judiciária capixabas.
Também fará as audiências dos presos provenientes de cumprimento de mandados de prisão, cíveis ou criminais, expedidos por juízes de outros estados e presos no Espírito Santo.
Já as prisões decorrentes de mandados cíveis ou criminais, de juízes do Estado, serão realizadas pelo juízo que expediu a ordem de prisão.
No ano que passou, o registro foi de cerca de 50 audiências de custódia por dia. Em média, elas ocorrem em até 24 horas depois do flagrante, sendo analisada a detenção sob o aspecto da legalidade e a regularidade do flagrante. Também são ouvidos Ministério Público, a Defensoria Pública ou advogado do preso.
É o momento também em que o magistrado decide se vai manter a pessoa atrás das grades ou se concede a liberdade com a aplicação de alguma medida cautelar, como  a tornozeleira, ou garante a liberdade sem nenhuma imposição. É verificado também eventuais ocorrências de tortura ou de maus-tratos, entre outras irregularidades.
Ela começou a ser adotada em 2015, incentivada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visando evitar prisões sem necessidade e tentar diminuir o percentual de presos provisórios em todo o país.

Expectativa

A expectativa da OAB-ES é de que a criação do Núcleo de Audiência de Custódia venha otimizar os procedimentos e garantir mais celeridade e eficiência na análise dos casos. “O que impacta positivamente no trabalho dos advogados criminalistas, que poderão atuar com mais rapidez nas decisões sobre a liberdade dos seus clientes”, observa a presidente da OAB-ES, Érica Neves.
Ela destaca ainda que, para a Ordem, “é essencial que o processo judicial caminhe de forma mais rápida e justa, respeitando os direitos dos cidadãos e a atuação dos profissionais da advocacia.”
Segundo o presidente da Abracrim, Ricardo Pimentel, “por vezes os criminalistas enfrentam longas esperas para terem seu alvará de soltura processado”. “Nossa expectativa é de que, com a criação do NAC, os presos em flagrante não sejam mais encaminhados ao sistema prisional, mas direto para as audiências de custódia.”

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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