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Mudanças

Força-tarefa amplia combate às organizações criminosas no interior do ES

Novo delegado da Polícia Civil  indicado para atuar no grupo, Marcelo Cavalcanti, explica que o objetivo é focar em investigações que ajudem a descapitalizar os grupos criminosos

Publicado em 08 de Abril de 2024 às 05:00

Públicado em 

08 abr 2024 às 05:00
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Força tarefa da Polícia Federal
Força-tarefa da Polícia Federal Crédito: Arte - Geraldo Neto
Pouco mais de um ano após as forças de segurança pública do Espírito Santo — polícias militar, civil, penal e bombeiros — terem sido incluídas na força-tarefa criada pela Polícia Federal, os trabalhos de combate às organizações criminosas no Estado vão ser reforçados com a designação de um delegado da Polícia Civil. O objetivo é ampliar a atuação para municípios do interior do Espírito Santo.
O cargo será ocupado pelo delegado Marcelo Cavalcanti, que era chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória. Na bagagem leva a experiência adquirida com a investigação de assassinatos e suas vinculações com as facções, principalmente em Vitória. 
“A equipe da Polícia Federal tem muito expertise, mas o delegado Marcelo possui a experiência do dia a dia no combate a estes grupos criminosos que só a Polícia Civil tem, e que será muito importante para o foco que temos, que é combater as organizações criminosas”, avalia o secretário de Segurança Pública Eugênio Ricas, que antes de assumir a pasta era superintendente da Polícia Federal.
De acordo com Cavalcanti, uma das metas é levar novas investigações e operações para cidades do interior que estão sendo alvos de crimes. “A força-tarefa tem previsão de atuação em todo o Estado, o que nos permite realizar investigações qualificadas e robustas, feitas nos locais, com o objetivo de descapitalizar os grupos criminosos. A estratégia é basicamente a mesma já adotada na Capital”, relata.
Foi investigando homicídios nos últimos 12 anos em Vitória que ele constatou que 80% dos assassinatos ou as tentativas eram motivados pelo envolvimento com o tráfico de drogas e com as facções. “O que nos mostra que o combate forte a estas organizações criminosas nos leva a redução do número de homicídios”, explica o delegado.
O secretário avalia que não haverá sobreposição entre o trabalho da força-tarefa e o que já vem sendo executado pela Polícia Civil. “O que estiver sendo feito por um grupo não será alvo de ação de outra força de segurança. A vantagem da força-tarefa é que ela não é atropelada pelo dia a dia, pode se concentrar em cada inquérito, ao contrário da Polícia Civil, que tem muitas outras demandas e nem sempre é possível dar total atenção para todas investigações”, destaca.

Indicação

A nomeação foi assinada por Ricas, que criou em 2021 a força-tarefa quando comandava a Polícia Federal. Na ocasião enfrentou uma certa resistência  por parte de equipes do Estado em participar dos trabalhos, as mesmas que hoje ele comanda. Cavalcanti vai representar a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) no grupo  que atualmente é denominado de Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/ES).
Em março do ano passado o governador Renato Casagrande assinou o convênio para o compartilhamento de informações que subsidiem operações com foco no combate ao tráfico de drogas e de armas utilizadas para o abastecimento de organizações criminosas que atuam no Espírito Santo. Com a decisão incluiu no grupo a Sesp, a Polícia Militar (PMES), a Polícia Civil (PCES), o Corpo de Bombeiros (CBMES) e a Secretaria da Justiça (Sejus). As guardas civis dos municípios da Grande Vitória e a Polícia Rodoviária Federal já compunham a equipe.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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