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Atrativos

Sol e praia podem colocar o Brasil em posição de destaque no turismo

O que dizer do ranking Lonely Planet que colocou Ipanema, também no Rio de Janeiro, como a 2ª melhor praia do mundo? Apesar desse tipo de lista poder ser questionável, ela serve de parâmetro para turistas escolherem onde irão passar suas próximas férias

Publicado em 07 de Março de 2024 às 01:30

Públicado em 

07 mar 2024 às 01:30
Tarcísio Bahia

Colunista

Tarcísio Bahia

“Brasil, / Essas nossas verdes matas / Cachoeiras e cascatas / De colorido sutil / E este lindo céu azul de anil / Emolduram em aquarela o meu Brasil / Lá...lá...lá... / Lá...lá...lá...lá...lá...” (“Aquarela Brasileira”, Silas de Oliveira)
A coluna do mês passado tratou de alguns entraves do turismo no Brasil, algo que, infelizmente e ao contrário do que se deseja, na maioria das vezes deixa lembranças desagradáveis para quem viaja.
Desta vez, porém, a ideia é falar dos aspectos positivos, ou melhor, estratégicos, do turismo em nosso país.
Neste ponto, cabe ressaltar que o segmento sol/praia é o que atrai a maior quantidade de turistas em todo o mundo, o que coloca (ou pode colocar) o Brasil em posição de destaque tanto a nível internacional como doméstico.
Com 7.367 km de litoral, a maior parte dele na região tropical, nossas praias, em função do clima, são atrativas durante quase todo o ano, ao contrário de boa parte do mundo. E há praias para todos os gostos. Praias urbanas, agitadas, rodeadas por hotéis, bares e boates; praias selvagens, quase desertas, emolduradas por uma natureza exuberante; com ondas e/ou ventos fortes, propícias para esportes como surfe ou kitesurfe; outras com mar paradinho, adequadas para famílias com filhos pequenos, e assim por diante.
Mas existem também aquelas cujas águas se encontram poluídas. Isso, porém, é algo que, conforme a vontade política dos governantes, se pode reverter. Foi o que aconteceu, por exemplo, recentemente com a Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Já a bucólica Manguinhos, uma das mais agradáveis praias da Grande Vitória, agora começa a ser conhecida pelo cheiro ruim junto aos córregos que desaguam nela.
Por outro lado, o que dizer do ranking Lonely Planet que colocou Ipanema, também no Rio de Janeiro, como a 2ª melhor praia do mundo? Apesar desse tipo de lista poder ser questionável, ela serve de parâmetro para turistas escolherem onde irão passar suas próximas férias. Ou seja, trata-se de uma mídia espontânea com enorme repercussão positiva.
RIO DE JANEIRO,RJ,06.09.2020:PRAIA-IPANEMA-MOVIMENTAÇÃO - Movimentação na Praia de Ipanema no Rio de Janeiro, (RJ), na manhã deste domingo (06)
Movimentação na Praia de Ipanema no Rio de Janeiro, (RJ) Crédito: Gabriel Bastos/Futura Press/Folhapress
Já a premiação Traveller Review Awards 2023, promovida pela Booking.com, apresentou os 10 destinos turísticos mais acolhedores do Brasil. São eles: Porto de Galinhas/PE, Penedo/RJ, Monte Verde/MG, Fernando de Noronha/PE, Lavras Novas/MG, Visconde de Mauá/RJ, Pedra Azul/ES, Serra do Cipó/MG, Pomerode/SC e Vila do Abraão/RJ.
Curiosamente, o que se observa desta relação é que apenas três deles são destinos praianos (Porto de Galinhas, Fernando de Noronha e Vila do Abraão), enquanto os demais são locais de montanha (mas onde também se pode tomar banho de cachoeira). Outro detalhe é que os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais possuem três destinos na lista, enquanto Pernambuco possui dois, ao passo que Espírito Santo e Santa Catarina completam a premiação com um destino cada um.
O turismo é uma atividade econômica limpa, inclusiva, própria daquilo que se chama a “Quarta Onda do Desenvolvimento”, na qual o ser humano busca um maior equilíbrio na sua relação com o planeta. Alguns dos efeitos deste momento é a rejeição de muitos jovens a empregos ou postos de trabalho que não sejam sustentáveis, assim como a mobilidade e o trabalho remoto, que possibilita que alguém more e trabalhe numa praia paradisíaca enquanto seu empregador está a milhares de quilômetros de distância.
Apesar de ser um país com enorme potencial turístico, o Brasil ainda derrapa nas estatísticas econômicas do setor. Segundo dados da Embratur, o país estimava receber menos de 6 milhões de turistas estrangeiros em 2023, enquanto a Espanha, por exemplo, recebeu mais de 85 milhões ainda em 2022.
Muita coisa ainda precisa ser feita para alavancar o desempenho do turismo brasileiro. Num país com dimensões continentais, viajar é sempre um desafio, afinal as distâncias são longas. As passagens aéreas continuam caríssimas, enquanto viajar pelas rodovias é algo desanimador (e nem sequer temos um sistema de transporte ferroviário, tal como se vê na Europa).
Em muitos destinos, não encontramos unidades de hospedagem com padrão mínimo de conforto, sem falar na decepcionante qualidade do serviço prestado por quem atende o viajante.
Contudo, onde há entraves, também se pode ver oportunidades, afinal há muito o que crescer. E lembrando que ainda temos diversos segmentos a serem explorados, tais como o ecológico ou de aventuras, onde podemos ser mesmo uma potência mundial, além do gastronômico. Então, vambora viajar?

Tarcísio Bahia

Arquiteto, professor da Ufes e diretor do IAB/ES. Cidades, inovacao e mobilidade urbana tem destaque neste espaco

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