No nosso dia a dia, muitas vezes surge um problema e precisamos contratar um pedreiro ou bombeiro para realizar um serviço na nossa casa. Ou poderia ser um mecânico para consertar o carro que deu defeito. E aí pedimos algumas indicações para nossos amigos.
No mercado, sempre há bons e maus profissionais. Alguns são extremamente competentes, outros apenas “quebra-galhos”. Uns cobram muito caro, outros não, cobrando valores bem barato por seus serviços. De qualquer modo, nem sempre podemos pagar caro pra contratar o melhor profissional, e aí a escolha recai pro barateiro; mas, em diversas ocasiões, como diz o provérbio: “o barato sai caro”.
Isso, porém, vale também para médicos, advogados, arquitetos, contadores e, por que não?, para políticos...
Certos profissionais, ao realizar suas atividades, prezam não só pelo resultado a ser alcançado, buscando sempre fazê-lo da melhor maneira possível, visando à total satisfação do seu cliente, mas também agem assim durante todo o processo, concentrando-se atentamente nele, de tal modo que na conclusão do serviço sua área de trabalho encontra-se limpa e organizada, sem sujeira. E assim ficará mais fácil começar um novo serviço, pois ele não perderá tempo arrumando as coisas e saberá onde estão suas ferramentas de trabalho.
Voltando ao primeiro exemplo, o do pedreiro, há aqueles que fazem a obra e no final deixam uma tremenda sujeira, e outros que a terminam sem nenhum resíduo ou imundície pra ser limpo. A diferença é que o local de trabalho do pedreiro é no endereço do cliente...
Mas que tal pensarmos numa atividade que tá na moda? Chef de cozinha (e aqui também vale para os amadores, como muitos de nós nos tornamos agora durante a pandemia). Existem os que cozinham e já vão limpando os recipientes e talheres usados ao longo da preparação da comida, e há os que ao término do preparo da refeição, deixam a cozinha toda suja, como se lá tivesse passado um furacão.
É claro que entre um cozinheiro organizado e limpo e outro bagunceiro, o melhor deles é o que faz a melhor comida. Mas se os dois são capazes de fazer pratos maravilhosos, acho que o primeiro ganhará uns pontos a mais.
Não obstante, há uma outra categoria de profissionais: são os que realizam seus serviços de modo..., hum, como poderia dizer?, ah, híbrido! Sim, uma palavra bem atual. Enfim, são aqueles que “aparentemente” fazem ótimos trabalhos, cobram caro, mas sem que o cliente se dê conta, tá comprando “gato por lebre”.
Usando novamente o chef de cozinha e o pedreiro como exemplos, é sabido que muitos ingredientes nobres e caros possuem equivalentes de menor qualidade capaz de enganar muitos paladares (um caso conhecido é usar bucho de boi para parecer siri catado), bem como, na construção civil, é comum a utilização de material construtivo barato e de baixa qualidade, cuja consequência pode ser grave, haja vista o risco da estabilidade da construção (aqui, mais do que o serviço de um simples pedreiro, considera-se obras inteiras realizadas por construtoras, tal como já ocorreu algumas vezes no Brasil e que resultaram em mortes por causa do desabamento de edifícios ou estruturas viárias).
Anteriormente citei os políticos que, na condição de representantes da sociedade, pois afinal foi dela que eles saíram, refletem a mesma condição de outros profissionais (ainda que político não deva ser considerado profissão), a saber: há os que cobram muito e os que cobram pouco; existem aqueles que trabalham com esmero e os que só agem com desleixo; e, por fim, também tem quem acaba seu mandato e deixa tudo limpo, e os que no final deixam a maior sujeira...
Bom seria se no mundo só existissem bons profissionais; realizando suas obras com total qualidade; tendo enorme estima por seus clientes; preocupados, por exemplo, com as consequências para a sustentabilidade do planeta como um dos seus critérios produtivos; buscando sempre a melhor relação custo/benefício de acordo com a especificidade de quem o contrata; agindo com lisura, sensatez e honestidade, entre outros aspectos.
Não é muito difícil para o cidadão comum ter um filtro capaz de saber com segurança se o profissional que ele precisa contratar detém tais aptidões. Referências, currículo informam sobre a competência de cada profissional. Ainda assim, contra todas as evidências, muitos acabam tomando a decisão errada na hora de escolher quem contratar.
Assim como na hora de votar. O problema é que na hora que um político deixa sujeira quando acaba o serviço, a limpeza fica por nossa conta...